Blog do Doutor Jairo Bouer

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Crianças de 4 anos já podem se achar gordas, revela um levantamento
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Jairo Bouer

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Um pequeno estudo realizado no Reino Unido traz um dado alarmante: crianças de 3 a 5 já podem ter preocupações relacionadas a autoimagem.

O levantamento, que contou com 361 funcionários de escolas e berçários daquele país, mostrou que um terço deles já ouviu os pequenos dizerem que estão gordos, e 10%, que são feios. E o mais chocante: uma em cinco crianças já rejeitou algum tipo de alimento por receio de engordar, segundo a pesquisa, conduzida por uma associação de profissionais chamada Pacey (Professional Association for Childcare and Early Years).

Para a médica que presta consultoria para a entidade, a TV e mesmo personagens de livros infantis podem ter influência na autoimagem das crianças, bem como, é claro, comentários feitos pelos pais e por outras crianças. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

A Pacey faz parte de uma campanha chamada Be Real (Seja Real), que tem como objetivo fazer com que os jovens valorizem mais a saúde do que a aparência ao escolher determinadas atitudes. A preocupação excessiva com o corpo pode gerar problemas de autoestima e levar a transtornos alimentares, entre outros.

Apesar de a pesquisa ter contado com uma amostra pequena, outros trabalhos mais robustos já apontaram uma tendência semelhante. Entre eles, um levantamento anterior realizado com 6 mil crianças de 3 a 14 anos, também no Reino Unido, que revelou como crianças com menos de 10 anos já apresentam sinais de insatisfação com o próprio corpo.

Quanto mais cedo certas crenças são incorporadas, mais difícil fica mudar a cabeça de um adolescente com transtornos graves como a anorexia e a bulimia.


Como o excesso de peso interfere no início da puberdade para os meninos?
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Um novo estudo confirma que a obesidade e o sobrepeso em crianças pode interferir na regulação hormonal e, por consequência, no início da puberdade. A questão é que os efeitos são diferentes para meninos e meninas.

O trabalho, liderado por uma equipe de pediatras da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, indica que, se para as meninas o excesso de peso é sabidamente associado à puberdade precoce, para os meninos, a relação é mais complexa. Quando há sobrepeso, a tendência é a puberdade iniciar mais cedo, mas, nos casos de obesidade, o início é mais tardio. Mas a etnia também pode ter um papel relevante nessa história.

Os pesquisadores analisaram dados de mais de 3.600 garotos com idades entre 6 e 16 anos. Do total, 49,9% eram brancos, 25,8%, negros, e 24,3%, hispânicos. Os dados incluíram medidas de peso, estatura e puberdade, como presença de pelos pubianos e desenvolvimento da genitália.

Todos os meninos entraram na puberdade em uma faixa etária considerada normal. Mas, para brancos e negros com excesso de peso, o início foi mais cedo que para os garotos com peso normal. E os obesos tiveram início mais tardio. Já entre os hispânicos não houve diferenças não significativas.

O estudo não analisou possíveis causas para essas diferenças, o que deve ser pesquisado no futuro. Mas trabalhos anteriores já tinham mostrado como o excesso de gordura corporal provoca aumento do hormônio sexual feminino, o que pode interferir no desenvolvimento sexual dos garotos.

Os resultados foram publicados na revista Pediatrics e comentados no site Medical News Today.


Separação dos pais afeta a saúde da criança, principalmente das meninas
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separacaopais300Enfrentar uma ruptura familiar, como a separação dos pais, pode ter consequências negativas a longo prazo para as crianças, como uma tendência maior a fumar, ter problemas de saúde e depressão. Mas, segundo um estudo, esse impacto é ainda maior para as meninas.

Pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, analisaram dados de adolescentes em fases diferentes da vida. De um total de 7.607 garotos e garotas com idade entre 15 e 18, dos quais 4.757 permaneceram na lista quando tinham de 27 a 32 anos. Todos esses jovens tinham pais separados.

Segundo o estudo, as meninas são mais sensíveis a questões ligadas à estrutura familiar. E por isso teriam uma tendência maior a sofrer as consequências de uma separação dos pais e eventual convivência com um padrastro.

Problemas de saúde foram mais frequentes naquelas em que os pais saíram de casa quando elas tinham até 5 anos. Para as que tinham de 6 a 10 anos quando isso ocorreu, houve um risco maior, também, de tabagismo e depressão.

Ainda segundo o trabalho, publicado no periódico Review of Economics of the Household, o resultado é ainda pior quando a mãe se casa novamente ou passa a morar com outro homem.


Pais não falam sobre ansiedade e depressão em casa, mostra pesquisa
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Mais da metade dos pais, ou 55% deles, não fala com os filhos sobre estresse, ansiedade ou depressão. A constatação é de uma pesquisa realizada no Reino Unido. Segundo os autores, eles não acreditam que saúde mental seja um tema tão importante que deva ser conversado com as crianças ou adolescentes.

O estudo, financiado pelo Ministério da Saúde daquele país, contou com 1.100 pais e serviu de justificativa para uma campanha chamada Time to Change (“Hora de mudar”, em inglês), promovida por uma instituição filantrópica que busca combater o preconceito contra as doenças mentais.

A campanha esclarece que um em cada dez jovens sofre algum tipo de transtorno psiquiátrico, ou seja, cerca de três alunos em cada sala de aula. Segundo os especialistas da instituição, o bullying, bem como a pressão exercida pelas redes sociais, são fontes de adicionais estresse para as crianças e os adolescentes.

Os organizadores da campanha contam que o estigma em torno das doenças mentais faz com que um quarto dos jovens com esse tipo de problema tenha vontade de acabar com a própria vida. Por isso, eles acreditam que conversar sobre o assunto dentro de casa é o primeiro passo para mudar essa realidade. As informações são do jornal britânico Daily Mail.


Praticantes de bullying podem desenvolver bulimia e anorexia, diz estudo
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ANOREXIA300O bullying na escola aumenta o risco de uma pessoa desenvolver ansiedade, depressão e até transtornos alimentares como bulimia e anorexia. Mas, segundo uma pesquisa, não só as vitimas de humilhação sofrem, como também quem intimida os colegas.

Pesquisadores da faculdade de medicina da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, ficaram surpresos ao descobrir que os chamados “bullies”  (aqueles que protagonizam obullying) têm uma propensão duas vezes maior a desenvolver sintomas de bulimia, como episódios de comer compulsivo seguidos de purgação, em comparação com quem não se envolve nesse tipo de agressão.

A conclusão foi tirada a partir da análise dos dados de um estudo com 1.420 indivíduos entrevistados aos 9 anos, e acompanhados por quase duas décadas.

Em artigo publicado no International Journal of Eating Disorders, os pesquisadores sugerem que os bullies podem ser bons em manipular situações sociais e fugir de encrencas, mas talvez não sejam tão bons em lidar com os próprios problemas de autoimagem. Outra possibilidade é que a tendência a se punir após os episódios de comilança também seja resultado da culpa gerada pelo bullying.

As vítimas de intimidações constantes na escola, como os pesquisadores já previam, também foram mais propensos a desenvolver transtornos alimentares. Elas apresentaram duas vezes mais risco de ter bulimia e também anorexia.

Crianças que ora são vítimas de humilhação e ora agridem as outras foram as que mais apresentaram risco de desenvolver anorexia, além de comer compulsivamente e vomitar em seguida para tentar manter o peso.


Jovem que fica muito em rede social pode ter problemas emocionais
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ADOLESCENTE300Jovens que passam mais de três horas por dia em mídias sociais são duas vezes mais propensos a sofrer problemas de saúde mental, segundo levantamento divulgado pelo Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido.

O relatório aponta níveis mais elevados de problemas emocionais e de comportamento, além hiperatividade, nas crianças e adolescentes que passam muito tempo em sites como Facebook, Twitter e Pinterest. Os dados foram divulgados no jornal britânico Daily Mail.

Entre 2012 e 2013, 56% dos jovens passaram até três horas por dia nas redes sociais. Cerca de 8% passam mais de três horas em um dia de aula. As meninas são bem mais propensas que os meninos – cerca de 11% delas gastam mais de três horas nos sites em relação a 5% dos colegas do sexo masculino.

O relatório constatou uma “clara associação” entre o tempo gasto em sites sociais e a incidência de problemas emocionais ou de comportamento.

O texto alerta que, embora as redes sociais sejam úteis para conectar as pessoas e estabelecer relações – o que é bom para a saúde mental, elas também são uma fonte de comparação, cyberbullying e isolamento.


Estresse em lares de baixa renda pode prejudicar o aprendizado das crianças
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APRENDIZADO300Crianças que vivem em lares de baixa renda com instabilidade familiar e que são  cuidadas por pessoas emocionalmente distantes podem ter dificuldades de aprendizado e memória. É o que mostra uma pesquisa feita na Universidade de Rochester, nos Estados Unidos.

O estudo contou com 201 pares de mães e filhos de baixa renda. As crianças tiveram os níveis de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse, medidos aos 2, 3 e 4 anos. Tanto níveis elevados quanto mais baixos foram associados a uma redução na capacidade cognitiva aos 4 anos.

Os resultados, publicados na revista Child Development, indicam que ambientes domésticos estressantes alteram os níveis de hormônio do estresse nas crianças, o que, com o passar do tempo, pode prejudicar a estrutura e a função do cérebro.

Os pesquisadores, que são da área de psicologia, dizem que a ligação entre cortisol e desempenho cognitivo ainda é pouco compreendida. Mas a hipótese é que o excesso de hormônio tenha efeito tóxico para certas partes do cérebro, enquanto os baixos níveis prejudicariam a capacidade de deflagrar os recursos biológicos necessários para o desenvolvimento da capacidade cognitiva.

A equipe, liderada por Jennifer Suor, diz que o estudo serve de alerta, já que foram encontradas diferenças realmente significativas na habilidades cerebral das crianças avaliadas aos 4 anos. E é bem possível que a condição seja irrecuperável, segundo os pesquisadores.


Movimento pode ajudar crianças com TDAH a pensar, sugere pesquisa
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TDAH300Crianças com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) costumam se movimentar o tempo todo. E isso pode ser uma forma de melhorar sua concentração, segundo um estudo realizado nos Estados Unidos.

Pesquisadores do Instituto UC Davis Mind (Medical Investigation of Neurodevelopmental Disorders) avaliaram 26 pré-adolescentes e adolescentes diagnosticados com o transtorno, comparados com outros 18 jovens sem o diagnóstico.

Nos garotos com TDAH, a equipe encontrou uma correlação entre a intensidade e a frequência dos movimentos com a precisão em tarefas que exigiam boa atenção. Quem se deslocava mais exibiu melhor desempenho cognitivo nos testes.

Os resultados foram publicados no periódico Child Neuropsychology. Apesar de os experimentos terem contado com um número pequeno de participantes, os autores acreditam que seja uma boa ideia pais e professores deixarem as crianças hiperativas se movimentar, em vez de tentar mantê-las paradas para se concentrar melhor.


Ansiedade pode passar de pai para filho, e não só por causa dos genes
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SUPERPROTETORES300Um estudo feito com gêmeos mostra que a ansiedade pode ser transmitida de pais para filhos por gerações, e isso não ocorre apenas por questões genéticas. De acordo com o trabalho, as atitudes dos pais ansiosos e superprotetores afetam de forma significativa o comportamento dos filhos.

A pesquisa, realizada por cientistas do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociências do King College London, na Inglaterra, e publicada no American Journal of Psychiatry, contou com cerca de 1.000 famílias com gêmeos idênticos e não idênticos na faixa dos 45 anos e com filhos.

Ao comparar sintomas de ansiedade entre crianças e seus pais e comparar os dados aos dos gêmeos, os pesquisadores puderam examinar o papel de fatores ambientais e genéticos envolvidos na questão, de acordo com reportagem divulgada no site do jornal britânico Daily Mail.

A equipe, liderada por Thalia Eley, concluiu que a convivência é um fator-chave para desenvolver ansiedade, e tem um papel até mais importante que a influência genética. Ou seja: ainda que você seja extremamente ansioso, não quer dizer que seus filhos também deverão ser.

O estudo indica que pais muito ansiosos devem ser orientados para minimizar o impacto de sua ansiedade sobre o desenvolvimento da criança.

Em termos práticos, a autora do estudo sugere que, embora a reação comum dos pais seja a de proteger a criança que está ansiosa, pode ser mais útil apoiá-la a tomar certos riscos. E, se as coisas derem errado, explicar que, se ela tentar de novo, pode ser que dê certo, em vez de incentivá-la a fugir da situação.

Isso, segundo a pesquisadora, pode ajudar a criança a compreender que o mundo é um lugar seguro e que é possível gerenciar situações que inicialmente parecem estressantes.

Se para muita gente administrar a própria ansiedade já é um tormento, imagine ainda ter de administrar a do filho? Por isso, em muitos casos, é preciso buscar ajuda de um especialista.


Tablet e celular podem afetar desenvolvimento dos pequenos, alerta artigo
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Jairo Bouer

TABLET300Usar o tablet ou o celular para acalmar a criança que não deixa os pais em paz em certos ambientes pode ser uma faca de dois gumes, sugerem pesquisadores em um artigo publicado semana passada no periódico Pediatrics.

Segundo os especialistas, da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, a atitude faz com que as crianças deixem de desenvolver seus próprios mecanismos de autorregulação. Os pesquisadores, coordenados por Jenny Radesky, chegaram à conclusão após revisar estudos sobre diversos tipos de mídia disponíveis hoje e seu papel na educação e no desenvolvimento dos pequenos.

Várias pesquisas mostram que crianças com menos de 30 meses não são capazes de aprender com vídeos o que aprenderiam com as interações reais. No entanto, a equipe admite que há poucos trabalhos sobre mídias interativas, como livros eletrônicos e aplicativos para aprender a ler.

Ao que tudo indica, esses aplicativos podem ser úteis apenas para crianças com 3 anos ou mais, afirma o artigo. Mesmo assim, celulares e tablets podem diminuir o tempo gasto com interações reais, o que é preocupante.

Enquanto ainda não há estudos suficientes para garantir o benefício dessas tecnologias, os pesquisadores sugerem que elas sejam usadas pelas crianças junto com os pais, pois isso aumenta o valor educacional da mídia. Eles também recomendam que isso seja feito por um período pré-determinado, como uma hora por dia, por exemplo.