Blog do Doutor Jairo Bouer

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Bullying pode levar a doenças crônicas na vida adulta, dizem pesquisadores
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Jairo Bouer

Ser alvo frequente de bullying na infância pode tornar um adulto mais propenso a enfermidades crônicas como diabetes e doenças do coração, alertam pesquisadores da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, em artigo publicado no periódico Harvard Review of Psychiatry.

Diversos estudos já apontaram uma relação clara entre o bullying e transtornos mentais, como depressão, ansiedade e até risco mais alto de suicídio. A equipe, no entanto, acrescenta que é preciso prestar atenção, também, na saúde física de indivíduos que passaram por isso. Muitas crianças apresentam sintomas sem causa aparente, e isso pode até ser um alerta para os pais de que algo não vai bem na escola.

Sofrer intimidações ou ser isolado da turma é uma enorme fonte estresse para a criança. Se acontece uma vez ou outra, as consequências podem ser superadas. Mas quando o problema é frequente, a criança entra em um estado de estresse crônico, como se o organismo estivesse sempre pronto para lutar ou fugir.

O impacto desse estado é cumulativo, de acordo com os pesquisadores, e se traduz em alterações nas respostas inflamatórias, hormonais e metabólicas. Isso é o que tornaria a vítima mais propensa a depressão, diabetes e doenças do coração.

Enfrentar situações difíceis na infância também pode afetar a maneira como o corpo responde a futuros estressores, o que tem enorme impacto na vida de um indivíduo.

Os pesquisadores afirmam que são necessários mais estudos para comprovar esta relação de causa-efeito. Com isso, eles acreditam que será possível desenvolver estratégias para prevenir as consequências de longo prazo do bullying. Enquanto isso não acontece, é importante que os pais e as escolas fiquem atentos ao problema e interfiram quando necessário.


Trabalhar mais de 45 horas por semana faz mal ao coração, diz estudo
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Trabalhar mais de 45 horas por semana, ao longo de uma década, aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Para quem atua em período integral, essa propensão aumenta a cada hora adicional trabalhada, segundo pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

Eles analisaram dados de mais de 1.900 participantes de um estudo de longo prazo sobre saúde e trabalho. Todos estavam empregados há pelo menos dez anos. A equipe descobriu que, entre os que atuam em período integral, o risco é significativamente maior para quem trabalha além da faixa de 40 a 45 horas por semana.

O estudo levou em consideração eventos como angina, doença coronariana, insuficiência cardíaca, infarto, derrame e pressão alta. O risco dessas ocorrências, na população estudada, foi de 43% e não variou muito entre quem trabalhava entre 40 e 45 horas. Mas, além desse período, o risco aumentou cerca de 1% a cada hora a mais.

Em outras palavras, indivíduos que trabalharam 55 ou mais horas ao longo de uma década apresentaram um risco 16% mais alto de doença cardiovascular. E, entre aqueles que seguiram uma jornada de 60 horas ou mais, pelo mesmo período, o risco foi 35% maior.

Os resultados foram publicados no Journal of Occupational and Environmental Medicine e divulgado no jornal britânico Daily Mail.


Jovem que bebe muito no fim de semana pode ter pressão alta mais tarde
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Jovens adultos que costumam beber grandes quantidades de álcool nos fins de semana tendem a ter uma pressão arterial mais elevada, o que, com o tempo, aumenta as chances de ser hipertenso, alerta um estudo realizado na Universidade do Montreal, no Canadá.

O chamado “beber em binge”, ou “beber pesado periódico”, é o nome que se dá para quem, com certa frequência, costuma consumir cinco ou mais doses de bebida em menos de duas horas. Esse hábito é bastante comum entre os jovens, quando saem no fim de semana, e cada vez mais estudos têm alertado para os riscos desse comportamento a curto e longo prazo.

Nos Estados Unidos e no Canadá, cerca de quatro em cada dez indivíduos de 18 a 24 anos têm esse hábito, e os números não são muito diferentes no Brasil. Em qualquer festa ou churrasco, sempre há alguém que bebe uma latinha atrás da outra.

O estudo atual contou com dados de 765 jovens na faixa dos 20 anos de diversas classes sociais de Montreal . Quatro anos depois, esses participantes tiveram sua pressão arterial medida.

Os pesquisadores descobriram que mais de um a cada quatro participantes preenchia os critérios para pré-hipertensão, ou seja, eles estavam a um passo da doença crônica, um dos principais fatores de risco para infartos e derrames.

Os autores também alertam que 85% dos participantes continuavam a beber pesado aos 24 anos. Isso mostra que o padrão é incorporado, aumentando os riscos não só de hipertensão, como também de vários outros problemas de saúde física e mental.  Os resultados foram publicados no Journal of Adolescent Health.

 


Acordar tarde nos fins de semana pode prejudicar sua saúde
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SONOTEEN300Você já deve ter ouvido falar em jet lag, aquele mal-estar que as pessoas sentem depois de viajar para uma região em que o fuso-horário é diferente ao do país de origem. Segundo pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, não é preciso ir longe para ter o problema. Acordar mais tarde nos fins de semana já é suficiente para ter o que os especialistas chamam de “jet lag social”.

De acordo com a equipe, essa tendência a compensar as horas a menos de descanso de segunda a sexta pode interferir no nosso relógio biológico, e aumentar o risco de diabetes e doenças cardíacas. A informação foi publicada no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, e divulgada pela agência Reuters.

O experimento, coordenado pela pesquisadora Patricia Wong, contou com cerca de 450 adultos de meia-idade, que tiveram seu sono monitorado. Os resultados mostraram que, quanto maior a mudança na rotina de sono os indivíduos tinham entre os dias úteis e os de folga, maior era a propensão a diabetes e doença cardíaca. Vale lembrar que pessoas que já apresentavam esse risco foram excluídas do estudo.

Os autores sugerem que o jet lag social é ainda mais prejudicial à saúde do que o jet lag normal, por ser algo contínuo. A tentação de dormir um pouco mais no fim de semana é grande, mas quem sabe não seja possível conseguir um meio-termo, dormindo um pouco mais nos dias úteis?


Exercício na adolescência previne morte por doença na meia-idade
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happyexercise300Mulheres que se exercitaram durante a adolescência têm um risco menor de morrer de câncer ou qualquer outra doença por volta dos 40 anos e na maturidade. A conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Vanderbilt, nos EUA, e do Instituto de Câncer Shanghai, na China.

Os pesquisadores analisaram dados de uma grande pesquisa chinesa, com quase 75 mil mulheres de 40 a 70 anos. Todas elas foram entrevistadas e revelaram informações sobre a prática de exercícios ao longo da vida. Eles consideraram como “atividade física regular” aquela que ocorria pelo menos uma vez por semana por ao menos três meses consecutivos.

Eles descobriram que, ainda que as mulheres tivessem interrompido a atividade física na vida adulta, o fato de terem praticado algum esporte na adolescência ajudou a diminuir o risco de morte por câncer e outras doenças de forma discreta, mas significativa.

Já aquelas que se exercitaram durante a adolescência e também depois tiveram uma redução de 20% no risco de morte por qualquer causa, de 17% por doença cardiovascular e de 13% por câncer.

O trabalho foi publicado na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, da Associação Americana para a Pesquisa do Câncer.

A equipe diz que o próximo passo é estudar mais a fundo a influência da atividade física na juventude para a prevenção das doenças crônicas, até para entender melhor os mecanismos que fazem com que elas sejam deflagradas. De qualquer forma, fica a dica: se você ainda não começou a se exercitar regularmente, saiba que, quanto antes você começar, maiores serão os benefícios a longo prazo.


Depressão ameaça pacientes com insuficiência cardíaca, alerta estudo
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coracao300Pacientes com insuficiência cardíaca que sofrem de depressão moderada ou grave têm um risco de morrer cinco vezes maior por qualquer causa em comparação com aqueles que não sofrem de sintomas depressivos.

A conclusão é de um estudo observacional chamado Opera-HF, cujos resultados preliminares foram apresentados na conferência anual da Associação de Insuficiência Cardíaca da Sociedade Europeia de Cardiologia.

Segundo o pesquisador-chefe do estudo, o professor de cardiologia John Cleland, do Imperial College London, no Reino Unido, pacientes com insuficiência cardíaca têm risco mais alto de internações hospitalares recorrentes. Cerca de 26 milhões de pessoas vivem com a doença no mundo, caracterizada quando o coração é incapaz de bombear o sangue de forma adequada e levar oxigênio suficiente para as células do corpo.

Ao todo, 154 pacientes foram avaliados para o estudo. Do total, 103 não estavam deprimidos, 27 tinham depressão leve e 24, de moderada a grave. Todos foram acompanhados ao longo de 300 dias e, no período, 27 pacientes morreram. Os pacientes que não estavam deprimidos tiveram um risco 80% menor de morte.

O professor alerta para o perigo que a depressão representa para esses pacientes – de 20 a 40% deles sofrem com sintomas como perda de motivação, de confiança, de interesse em atividades cotidianas, distúrbios de sono, alterações no apetite e menor qualidade de vida.


Problema financeiro pode dobrar risco de ataque cardíaco em mulheres
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COMPRAONLINE300A hora de checar a fatura do cartão de crédito costuma ser dramática para boa parte das mulheres. E, segundo um estudo, o estresse provocado por uma crise financeira pode até deflagrar um ataque cardíaco nelas.

De acordo com cardiologistas da Universidade da Califórnia, mulheres com histórico de dificuldades financeiras têm o dobro do risco de sofrer um ataque do coração.

A equipe também analisou o impacto de diferentes eventos estressantes na saúde cardíaca, e descobriu que a morte de um ente querido ou uma doença grave podem elevar o risco em 65% para mulheres de meia-idade ou mais velhas. Isso sem levar em conta outros fatores de risco.

A equipe chegou à conclusão após analisar mais de 26.700 mulheres com idade média de 56 anos, acompanhadas ao longo de nove anos.

Segundo os pesquisadores, o risco cardíaco aumenta porque o estresse psicológico eleva os níveis de cortisol, predispondo a inflamações. Mas eles advertem que ainda é preciso investigar melhor a relação entre gênero, estresse e doenças cardíacas.

O estudo, financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde e Envelhecimento, dos EUA, foi publicado no periódico Circulation, Cardiovascular Quality and Outcomes e divulgado no jornal britânico Daily Mail.


Ter mais de uma mulher não faz bem ao coração, sugere estudo
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CORACAO300Vários estudos já mostraram que ser casado pode aumentar a longevidade de um homem. Mas não pense que ter mais de uma mulher pode trazer vantagem extra. De acordo com um estudo feito por pesquisadores do Hospital King Faisal, na Arábia Saudita, polígamos têm quase cinco vezes mais risco de sofrer doenças cardíacas.

Trabalhos anteriores já tinham mostrado que pessoas casadas tendem a sofrer menos estresse e, portanto, apresentam melhores índices de saúde. Mas quase não havia pesquisa sobre o impacto da poligamia, algo que é praticado em algumas regiões do Norte e Oeste da África, do Oriente Médio e da Ásia.

Os resultados foram apresentados no Congresso da Sociedade de Cardiologia da Ásia e do Pacífico, a partir de pacientes atendidos com angina (dores no peito) em cinco hospitais da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes. Ao todo, foram avaliados 687 homens, com idade média de 59 anos. Desses, 56% tinham diabetes, 57% tinham hipertensão arterial e 45%, histórico de doença arterial coronariana.

Dois terços dos pacientes tinham apenas uma mulher; 19% tinham duas, 10% tinham três e 3% tinham quatro esposas. Os polígamos eram, em geral, os mais velhos. Eles também tinham melhor renda e viviam principalmente em áreas rurais.

Os pesquisadores observam que homens com mais de uma mulher precisam garantir o sustento das famílias, o que aumenta a pressão para ter um emprego extra e viajar com mais frequência. Tudo isso pode ter impacto na saúde, informaram os autores do estudo em reportagem do jornal britânico Daily Mail.

A pesquisa mostrou que os homens que praticavam a poligamia tinha um 4,6 vezes maior risco de doença arterial coronariana e um risco 3,5 vezes maior de apresentar estreitamento da artéria principal esquerda. Eles também tinham um risco 2,6 vezes mais elevado de sofrer de doença microvascular coronariana, que afeta as paredes dos pequenos vasos sanguíneos no coração.

Os autores do estudo observam que é preciso analisar com mais profundidade outras variáveis, como o nível de atividade física, a dieta e questões genéticas. Mas, a princípio, tudo indica que ter mais de uma mulher não é só alegria.


Médicos em breve podem receitar plano de exercícios para pacientes com HIV
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GINASTICA300Além da prescrição de antirretrovirais, pacientes com Aids em breve poderão receber planos específicos de exercícios junto com a receita médica. É o que sugere um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Case Western Reserve, nos EUA.

A evolução das terapias transformou a Aids em uma doença crônica, mas os efeitos colaterais das drogas não podem ser ignorados. Pessoas em tratamento contra o HIV tendem a desenvolver doenças crônicas secundárias mais cedo e com maior frequência, em especial as do coração.

Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 700 mil brasileiros vivem com o vírus. Nos EUA, a estimativa é de 1,2 milhão, segundo os Centros para Controle e Prevenção de Doenças – dado destacado no estudo norte-americano.

Estudos têm demonstrado que a atividade física traz uma série de benefícios para os pacientes, como redução de colesterol, alívio da depressão e melhor condição cognitiva.

Mas os pesquisadores observam que há poucos estudos na literatura com programas projetados especificamente para pessoas com HIV, e que possam ser seguidos em casa, sem necessidade de frequentar um local específico.

A equipe da Case Western pretende fazer isso, a longo prazo, mas, inicialmente, quis verificar se os pacientes fazem, mesmo, exercícios por conta própria. Para isso, eles entrevistaram 102 pacientes com HIV.

Os resultados mostram que a maioria faz exercício, mas não com intensidade suficiente. De acordo com o artigo, publicado no The Journal of the Association of Nurses in Aids Care, as mulheres entrevistadas se exercitam cerca de 2,4 horas por semana, e os homens, 3,5 horas. Eles dedicam mais tempo, mas uma intensidade menor que elas.

A atividade predominante entre os pacientes, segundo o levantamento, é a caminhada. Ao se excluir a modalidade, o tempo médio de exercício dos participantes cai para 1,1 hora por semana.

A recomendação da Associação Americana para o Coração é que as pessoas pratiquem 30 minutos de exercícios de intensidade moderada cinco vezes por semana, ou, então, 25 minutos de exercícios vigorosos três dias por semana com mais dois dias de atividade muscular moderada.

Os participantes do estudo usavam antirretrovirais havia nove anos, em média, e 80% deles tinham alguma doença crônica concomitante, principalmente pressão alta e depressão.

O próximo passo dos pesquisadores é elaborar um plano flexível, capaz de ser seguido pela maioria dos pacientes, e também progressivo. Dessa forma, eles acreditam que é possível prevenir problemas e melhorar bastante a qualidade de vida de quem sofre com o HIV.


Ter um propósito na vida protege as artérias, segundo pesquisa
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Jairo Bouer

CORACAO300Ter um senso de propósito na vida pode reduzir o risco de doença cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC), o popular “derrame”, segundo estudo conduzido apresentado no último evento da Associação Americana para o Coração, na semana passada.

Os pesquisadores descobriram que ter uma direção e uma sensação de que a vida vale a pena diminui em 23% o risco de morte por qualquer causa e em 19% o risco de ataque cardíaco e AVC.

A equipe, dos institutos Mount Sinai St. Luke e Rossevelt, nos EUA,  chegou à conclusão após revisar dez estudos com dados de mais de 137 mil pessoas.

Vários estudos anteriores já tinham ligado fatores psicossociais a doenças cardíacas, incluindo ansiedade e depressão.

Os pesquisadores acreditam que as pessoas precisam buscar ter um propósito na vida da mesma forma que cuidam da saúde, seguindo uma dieta equilibrada e fazendo exercícios.