Blog do Doutor Jairo Bouer

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Bullies e suas vítimas são mais encanados com o corpo, diz pesquisa
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Jairo Bouer

Um estudo realizado no Reino Unido sugere que jovens que costumam intimidar os colegas na escola, assim como as vítimas do bullying, são mais encanados com o peso do que outros adolescentes.

Segundo pesquisadores do departamento de psicologia da Universidade de Warwick, 42% dos bullies, ou seja, aqueles que gostam de humilhar os colegas, têm uma preocupação excessiva em perder peso ou ter mais músculos. Entre as vítimas, a proporção é de 55%, e, entre os que intimidam e também são intimidados, chega a 57%.  Já entre os adolescentes sem qualquer envolvimento com bullying, 35%  têm essa obsessão.

A equipe contou com dados de 2.800 adolescentes britânicos, que descreveram suas experiências com bullying e também falaram sobre seus pares. Ao todo, 800 deles tinham envolvimento com o problema, amostra que depois foi testada em relação a hábitos alimentares, atividade física, autoestima, bem-estar e autoimagem corporal.

Os pesquisadores acreditam que indivíduos envolvidos em bullying são mais propensos a desenvolver transtornos alimentares, como bulimia, anorexia ou vigorexia (obsessão em ganhar músculos). As consequências desses transtornos podem ser graves, para não falar nos danos causados pelas humilhações constantes. Os autores recomendam que pais e especialistas que lidam com esses adolescentes fiquem atentos à tendência.

Os resultados, publicados no International Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity, mostram que esses jovens entendem que ser gordo ou magro demais pode levar ao isolamento, e que, para dominar o grupo, eles devem não só ter um comportamento intimidador, como também ser mais atraentes fisicamente.


Bullying pode levar a doenças crônicas na vida adulta, dizem pesquisadores
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Ser alvo frequente de bullying na infância pode tornar um adulto mais propenso a enfermidades crônicas como diabetes e doenças do coração, alertam pesquisadores da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, em artigo publicado no periódico Harvard Review of Psychiatry.

Diversos estudos já apontaram uma relação clara entre o bullying e transtornos mentais, como depressão, ansiedade e até risco mais alto de suicídio. A equipe, no entanto, acrescenta que é preciso prestar atenção, também, na saúde física de indivíduos que passaram por isso. Muitas crianças apresentam sintomas sem causa aparente, e isso pode até ser um alerta para os pais de que algo não vai bem na escola.

Sofrer intimidações ou ser isolado da turma é uma enorme fonte estresse para a criança. Se acontece uma vez ou outra, as consequências podem ser superadas. Mas quando o problema é frequente, a criança entra em um estado de estresse crônico, como se o organismo estivesse sempre pronto para lutar ou fugir.

O impacto desse estado é cumulativo, de acordo com os pesquisadores, e se traduz em alterações nas respostas inflamatórias, hormonais e metabólicas. Isso é o que tornaria a vítima mais propensa a depressão, diabetes e doenças do coração.

Enfrentar situações difíceis na infância também pode afetar a maneira como o corpo responde a futuros estressores, o que tem enorme impacto na vida de um indivíduo.

Os pesquisadores afirmam que são necessários mais estudos para comprovar esta relação de causa-efeito. Com isso, eles acreditam que será possível desenvolver estratégias para prevenir as consequências de longo prazo do bullying. Enquanto isso não acontece, é importante que os pais e as escolas fiquem atentos ao problema e interfiram quando necessário.


Bullying afeta o salário dos homens e gera absenteísmo entre as mulheres
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Bullying não é só coisa de criança ou adolescente. Um estudo realizado pelas universidades Aarhus e de Copenhague, na Dinamarca, mostra que cerca de 7% dos empregados sofrem intimidações no trabalho.

O problema é uma das principais causas de absenteísmo e uso prolongado de antidepressivos entre as mulheres, e faz com que muitos homens abandonem o mercado, segundo os pesquisadores.

O levantamento contou com 3.182 trabalhadores de organizações públicas e privadas. Entre os que admitiram ser submetidos a humilhações, 43% eram do sexo masculino. Segundo os pesquisadores, a frequência do bullying é praticamente a mesma entre homens e mulheres. A diferença é que eles são um pouco mais propensos a sofrer intimidação física do que elas.

Os resultados ainda mostram que, se o bullying não aumenta o absenteísmo dos homens, o problema tende a afetar negativamente os salários deles, comprometendo oportunidades de promoções. Casos de chefes ou colegas que dificultam a vida do empregado na empresa, deixando as “melhores” tarefas para os outros, são comuns, de acordo com a pesquisa.

Para os autores, é preciso que o problema seja estudado a fundo, porque ainda é pouco reconhecido pelas empresas, apesar dos prejuízos que causa. Alguns estudos indicam que as consequências do bullying para a saúde mental podem ser comparáveis ou até maiores que as do assédio sexual, por exemplo. Os dados foram publicados no periódico Labour Economics.


Estudo liga bullying e excesso de peso aos 18 anos
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Crianças que sofrem bullying no ensino fundamental ou médio têm uma probabilidade quase duas vezes maior de apresentar excesso de peso aos 18 anos em relação às que não são intimidadas. A conclusão é de pesquisadores do King`s College, no Reino Unido.

A equipe analisou dados de um estudo que contou com mais de 2.000 crianças da Inglaterra e do País de Gales. Eles foram avaliados desde o nascimento, durante os anos de 1990, até os 18 anos. As mães desses garotos e garotas foram entrevistadas quando os filhos tinham 7, 10 e 12 anos.

Os pesquisadores descobriram que 28% das crianças tinham enfrentado o problema no ensino fundamental ou médio, e 13% foram intimidadas em ambas as fases, ou seja, tinham um histórico de bullying crônico.

As crianças que sofreram agressões constantes na escola foram quase duas vezes mais propensas a apresentar excesso de peso – Índice de Massa Corporal (IMC) e razão entre cintura e quadril mais altos. A associação se confirmou mesmo quando isolados fatores que poderiam contribuir no resultado, como maus tratos em casa, problemas de saúde mental e baixo nível socioeconômico.

O novo estudo, publicado no periódico Psychosomatic Medicine, sugere que intervenções contra o bullying nas escolas poderiam ser tão importante quanto a promoção de exercícios e dieta saudável.


Feridas do bullying podem “doer” até a faculdade, diz estudo
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O impacto psicológico provocado pelo bullying na infância pode ser tão duradouro quanto o de situações como abuso sexual ou físico, segundo um estudo.

Pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, examinaram 480 calouros de uma faculdade para identificar as principais fontes de traumas psicológicos nessa população, do nascimento até os 17 anos. Os alunos foram submetidos a entrevistas e questionários para avaliar sintomas de depressão, ansiedade e transtorno do estresse pós-traumático.

Os jovens que passaram por situações de humilhação na infância apresentaram níveis significativamente mais altos de problemas de saúde mental. Eles foram mais elevados ainda para as garotas que enfrentaram o problema.

Na amostra, o bullying chegou a ser uma causa mais frequente de transtorno do estresse pós-traumático do que a violência doméstica, segundo os autores.

Muita gente acha que as consequências do bullying se limitam à adolescência e que, com a maturidade, tudo melhora para os jovens. Mas esse estudo mostra que não é bem assim.


Cientistas fazem ratos perderem o desejo de praticar bullying
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Uma pesquisa revela que indivíduos que costumam humilhar ou agredir os outros, também chamados de bullies, sentem um prazer, com isso, semelhante ao de comer chocolate ou tomar uma taça de vinho.

A conclusão é de cientistas do Hospital Mount Sinai, em Nova York, que realizaram diversos estudos com ratos – isso mesmo, o bullying também é uma praga na vida de certos roedores.

A equipe, coordenada pelo pesquisador Scott Russo, descobriu que agredir alguém, para quem possui uma tendência ao sadismo, mexe com o circuito de recompensa do cérebro.

Ao examinar roedores com essa característica, eles perceberam que o comportamento aumentava a atividade dos neurônios em uma área do cérebro responsável pela produção de um neurotransmissor chamado Gaba, que por sua vez inibe outra área onde a agressividade é amortecida.

A boa notícia é que, segundo os pesquisadores, essa inclinação pôde ser alterada – para pior ou também para melhor – com a manipulação da atividade cerebral dos ratos.

Os resultados foram publicados na revista Nature e divulgados no jornal britânico Daily Mail. Ainda é cedo para saber se os mesmos mecanismos se aplicam a seres humanos. Mas a pesquisa traz esperança para que um dia, quem sabe, seja possível combater essa inclinação que traz tantas consequências negativas para a vida de certas pessoas.


Família e amigos são preventivo contra depressão em jovem
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Adolescentes que cresceram em um ambiente familiar difícil são mais propensos a ser intimidados na escola. É o que mostra um estudo feito na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que ainda destacou a importância dos amigos e do apoio dos parentes na prevenção da depressão entre os jovens.

A adolescência é um período chave no desenvolvimento de um indivíduo, e também uma época em que muita gente começa a apresentar sinais de depressão. Um dos principais fatores de risco para o transtorno é a vivência de adversidades na infância, especialmente no ambiente familiar, como falta de afeto, perda de algum membro, dificuldades financeiras, abuso emocional, físico ou sexual.

Outro fator que tem sido associado à depressão em jovens é o bullying – o assédio moral enfrentado pelos pares. Este fator, quando associado a problemas na infância, torna os sintomas da depressão ainda mais graves, segundo os pesquisadores. Os resultados foram publicados na revista PLoS ONE.

A equipe, do departamento de psiquiatria, avaliou cerca de 800 adolescentes (322 garotos e 449 garotas). Modelos matemáticos foram utilizados para analisar o impacto que amizades e apoio familiar aos 14 anos podem ter aos 17 anos, especificamente nos jovens que enfrentaram um ambiente adverso na infância e também foram intimidados na escola.

Os pesquisadores descobriram que os jovens que haviam enfrentado problemas familiares na infância foram os mais propensos a sofrer bullying. E estas, por sua vez, foram menos propensos a ter uma boa rede de amigos na adolescência – associação que foi mais forte para os garotos.

O trabalho também concluiu que o apoio da família e dos amigos no início da adolescência ajuda a reduzir os sintomas depressivos posteriores, provavelmente porque melhoram a autoestima, trazem alívio ao estresse e ajudam a desenvolver habilidades interpessoais.


Grosseria no trabalho é algo contagioso, adverte pesquisa
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bullying300Trabalhar em um ambiente ruim, com gente hostil, é algo que ninguém aguenta por muito tempo. Um estudo feito por psicólogos mostra que ter de aguentar grosseria é o tipo de coisa que mais causa insatisfação entre empregados. O trabalho indica, ainda, que, quando ninguém faz nada, esse tipo de comportamento tende a se espalhar na empresa.

Segundo pesquisadores do Conselho Sueco de Pesquisas de Saúde, Vida no Trabalho e Bem- estar, desrespeito é um tema que, de forma, geral, não faz parte das legislações trabalhistas. Talvez por isso seja tão difícil lidar com ele. Pode incluir desde e-mails maliciosos e fofocas, como a exclusão de determinada pessoa dos eventos sociais com a desculpa de que foi sem querer. Ou seja: é algo mais sutil do que o bullying ou o assédio moral, que são problemas bem documentados.

A equipe observa que a causa mais comum desse tipo de comportamento é a imitação. Algum funcionário começa a tratar outro dessa forma e os outros acabam fazendo a mesma coisa por receio de desagradar.

Na pesquisa, que contou com 6.000 entrevistados, 75% afirmaram ter sido submetidos a grosserias pelo menos uma vez no ano anterior, um número bastante alto. Considerando que esse tipo de mau trato é contagioso, os pesquisadores alertam que há o risco de isso criar um círculo vicioso que traz consequências desastrosas para toda a equipe.

Diversos estudos já associaram que ambientes ruins de trabalho podem causar transtornos mentais, insatisfação crônica por parte dos empregados e um índice alto de rotatividade, o que é ruim para a empresa e para os funcionários.

O primeiro passo para tentar conter o problema, acreditam os autores, é que os funcionários em cargos de gerência tenham consciência das consequências desse tipo de comportamento, e tentem intervir ao identificar o problema. A questão é que, em alguns casos, os próprios chefes dão o mau exemplo.


Usuários de droga para déficit de atenção sofrem mais bullying, diz estudo
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TDAH300Crianças e adolescentes que tomam medicamentos para transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) são duas vezes mais propensos a sofrer bullying, segundo um estudo da  Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. E o problema é ainda  mais frequente entre os jovens que costumam vender ou compartilhar as pílulas com os colegas – eles são quatro vezes mais propensos a sofrer intimidação.

Os resultados, publicados no Journal of Pediatric Psychology, foram similares para meninos e meninas.  Ao todo, foram entrevistados cerca de 5.000 estudantes, sendo que 15% deles tinham sido diagnosticados com o transtorno.

Os pesquisadores já sabiam que jovens que sofrem de TDAH têm mais dificuldade em fazer amigos, mas o estudo é um dos primeiros a avaliar como o uso do medicamento pode interferir nas relações sociais dos usuários.

Infelizmente, é comum que os jovens queiram experimentar os estimulantes indicados para o transtorno, por acreditarem que isso pode melhorar o desempenho deles nas provas. Na pesquisa, 20% dos usuários de medicamentos como a ritalina relataram ter sido abordados para que vendessem ou compartilhassem a droga. Cerca de metade admitiu ter aceitado.

Para os autores do trabalho, isso não deve desencorajar o tratamento. Embora exista muita discussão sobre a prescrição exagerada de medicamentos para TDAH, as drogas podem ajudar muito quem sofre do transtorno. Talvez seja o caso, apenas, de ser mais discreto em relação ao uso.


Praticantes de bullying podem desenvolver bulimia e anorexia, diz estudo
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ANOREXIA300O bullying na escola aumenta o risco de uma pessoa desenvolver ansiedade, depressão e até transtornos alimentares como bulimia e anorexia. Mas, segundo uma pesquisa, não só as vitimas de humilhação sofrem, como também quem intimida os colegas.

Pesquisadores da faculdade de medicina da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, ficaram surpresos ao descobrir que os chamados “bullies”  (aqueles que protagonizam obullying) têm uma propensão duas vezes maior a desenvolver sintomas de bulimia, como episódios de comer compulsivo seguidos de purgação, em comparação com quem não se envolve nesse tipo de agressão.

A conclusão foi tirada a partir da análise dos dados de um estudo com 1.420 indivíduos entrevistados aos 9 anos, e acompanhados por quase duas décadas.

Em artigo publicado no International Journal of Eating Disorders, os pesquisadores sugerem que os bullies podem ser bons em manipular situações sociais e fugir de encrencas, mas talvez não sejam tão bons em lidar com os próprios problemas de autoimagem. Outra possibilidade é que a tendência a se punir após os episódios de comilança também seja resultado da culpa gerada pelo bullying.

As vítimas de intimidações constantes na escola, como os pesquisadores já previam, também foram mais propensos a desenvolver transtornos alimentares. Elas apresentaram duas vezes mais risco de ter bulimia e também anorexia.

Crianças que ora são vítimas de humilhação e ora agridem as outras foram as que mais apresentaram risco de desenvolver anorexia, além de comer compulsivamente e vomitar em seguida para tentar manter o peso.