Blog do Doutor Jairo Bouer

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Dormir bem é tão bom quanto ganhar na loteria, diz pesquisa
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Jairo Bouer

Pesquisadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido, afirmam que dormir bem é tão benefíco para o bem-estar quanto ganhar na loteria,

A equipe analisou os padrões de sono de mais de 30.500 britânicos ao longo de quatro anos. Eles chegaram à conclusão que ter um sono de qualidade produz um efeito para a saúde física e mental comparável a ganhar cerca de R$ 800 mil.

Privação e sono de má qualidade, além de uso mais frequente de medicamentos para dormir, foram associados a piores condições de saúde.

Participantes do estudo que participaram de um programa de meditação que durou oito semanas apresentaram uma melhora significativa na qualidade de sono, que trouxe níveis de bem-estar semelhantes ao de pessoas que tinham ganhado na loteria.

Para os pesquisadores, incentivar as pessoas a dormir melhor é uma estratégia eficaz e barata para melhorar a saúde das pessoas.


Bem-estar psicológico melhora com a idade, diz estudo
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Jairo Bouer

tempo615

Muita gente acredita que envelhecer é ruim, mas um estudo mostra que, na verdade, as pessoas tendem a ser mais felizes conforme ficam mais velhas. De acordo com pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos, a sensação de bem-estar psicológico tende a aumentar de década para década.

O trabalho contou com mais de 1.500 participantes de diferentes idades, selecionados aleatoriamente e submetidos a testes de saúde física e mental. A análise mostrou que, apesar do declínio na memória e no aprendizado, natural do envelhecimento, os mais velhos apresentam níveis de saúde mental significativamente mais altos que os mais jovens.

Já indivíduos com 20 e 30 anos foram os que apresentaram os maiores níveis de estresse, ansiedade e depressão, apesar de muita gente achar que essas são as melhores fases da vida. Aparentemente, a maturidade faz com que as pessoas aprendam a regular melhor suas emoções e a tomar decisões com mais tranquilidade.

Os resultados, publicados no Journal of Clinical Psychiatry, contrariam a noção de que o envelhecimento do cérebro estaria atrelado a uma piora na saúde mental. Eles também servem de alento para quem acha que as coisas só pioram com o tempo.


Insatisfação no trabalho antes dos 30 anos interfere na saúde aos 40
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Jairo Bouer

trabalho615

A satisfação (ou a falta dela) com o trabalho entre os 20 e 30 anos de idade pode ter impacto direto na saúde de uma pessoa aos 40, revela um estudo feito nos Estados Unidos.

Segundo pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio, embora o impacto também inclua aspectos físicos, é na saúde mental que a coisa pega mais. Quanto mais infeliz com o emprego e a carreira um adulto está por volta dos 28 anos, maior a probabilidade de vir a apresentar sintomas depressivos, preocupação excessiva e dificuldades para dormir dez ou doze anos depois.

Os autores, que apresentaram os dados no encontro anual da Associação Americana de Sociologia, afirmam que os efeitos do trabalho sobre o bem-estar físico e psicológico é cumulativo. Ou seja: quanto mais tempo de insatisfação a pessoa experimenta, maiores serão as consequências. E quanto mais cedo o indivíduo for capaz de melhorar suas condições, maiores as chances de atravessar os 40 com boa saúde mental.

O estudo contou com informações de mais de 6.400 norte-americanos de uma pesquisa nacional que teve início em 1979, quando os participantes tinham de 14 a 22 anos. Eles tinham que dar notas de 1 a 4 ao dizer o quanto estavam satisfeitos com o trabalho, e também dizer se os níveis foram sempre baixos, sempre altos, ou mudaram ao longo do tempo.

Cerca de 45% dos participantes apresentaram notas baixas consistentemente, enquanto só 15% deram notas altas ao longo da carreira. Além de reportar mais depressão e problemas de sono, os insatisfeitos também foram mais propensos a reclamar de problemas como dores nas costas e dores de cabeça. Já as taxas de diabetes e câncer foram mais ou menos semelhantes nos dois grupos.

Os participantes foram reavaliados somente aos 40 anos. Os autores observam que a depressão e o sono ruim também podem deflagrar doenças físicas, com o passar do tempo. Por isso, quem planeja ter uma velhice saudável deve refletir sobre a carreira e fazer algo por ela o quanto antes.


Quem não se sente valorizado pelo parceiro tem sono ruim, diz estudo
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casal615

Você acha que o seu parceiro ou parceira de cama não te compreende direito, ou não dá muita bola para os seus sentimentos e necessidades? Então é provável que você não esteja dormindo muito bem. Segundo pesquisadores, a qualidade do relacionamento do casal interfere de forma importante no sono das pessoas.

O trabalho contou com a análise de um grande banco de dados de saúde e bem-estar com centenas de norte-americanos de meia-idade. Participaram do estudo equipes das universidades Middle East e Bilkent, na Turquia, e das universidades Cornell, Wayne State e Penn State, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores encontraram uma associação clara entre a certeza de ter o suporte do parceiro e um sono de boa qualidade. Segundo eles, isso acontece porque a sensação gera conforto, o que alivia a ansiedade e, como consequência, faz a pessoa dormir melhor.

Muitas pesquisas já provaram que um sono ruim pode aumentar o risco de condições como diabetes e hipertensão. Os resultados, publicados no periódico Social Personality and Psychological Science, reforçam a tese de que bons relacionamentos fazem bem à saúde. Por outro lado, uma relação ruim pode te deixar doente.


Sair do armário traz bem-estar? A resposta pode envolver questões culturais
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gays615

Um estudo realizado nos Estados Unidos mostra que dizer “Eu sou gay” para a família e os amigos não tem a mesma consequência, em termos de bem-estar, para todo mundo. Pesquisadores perceberam que questões culturais, associadas a diferentes etnias, podem interferir bastante no sentimento de cada um.

O trabalho, feito por psicólogos das universidades da Califórnia e do Kansas, analisou especificamente as diferenças entre um grupo de 41 gays latinos e 42 brancos, residentes em Nova York, praticamente todos cidadãos norte-americanos. Eles responderam a questionários para avaliar o quanto se identificavam como gays, como isso era demonstrado para a sociedade e como essas questões interferiam em seu bem-estar.

Adrian Villicana, Kevin Delucio e Monica Biernat descobriram que, se para os brancos a proclamação verbal da identidade gay trouxe um aumento significativo do bem-estar, a mesma atitude não foi tão benéfica para os latinos. Os resultados foram publicados no periódico Self and Identity.

Existe uma noção generalizada de que, uma vez que uma pessoa se identifica como gay e não tem qualquer dúvida ou conflito em relação a isso, o natural é que ela anuncie em alto e bom tom a sua orientação sexual. Alguns estudos até indicam que “sair do armário”, como dizem por aí, é algo que contribui para o bem-estar e a saúde.

Os avanços conquistados pelos movimentos LGBT ajudaram muita gente, nesse sentido. Existe até o Dia Nacional de Sair do Armário, celebrado em 11 de outubro em muitos países. Os autores do estudo observam que, hoje em dia, não se declarar abertamente como gay é até encarado como negativo, algo como negar a própria identidade.

Mas os pesquisadores lembram que muitos desses movimentos foram iniciados por brancos, e que ainda hoje, nos Estados Unidos, gays de outras etnias ainda sofrem por não se encaixar nessa identificação cultural. Estudos citados por eles indicam que muitos negros se sentem isolados, porque, ao se associar ao movimento gay, são rejeitados por indivíduos da própria etnia, que encaram a atitude como uma tentativa de abdicar de suas origens negras.

Com a pesquisa, os autores perceberam que latinos gays preferem anunciar sua orientação sexual de maneira mais implícita, como, por exemplo, levar o companheiro para uma festa de família. Se para os mais distantes isso pode parecer apenas uma amizade de longa data, quem convive mais de perto com a pessoa sabe que se trata de um relacionamento amoroso.

Dessa forma, dizem os pesquisadores, gays latinos evitam conflitos familiares e preservam o convívio harmonioso com pessoas da própria etnia, uma vez que, para essa cultura, fazer propaganda excessiva sobre ser gay ou lésbica é algo visto, segundo o estudo, como “falta de respeito” aos pais, que vem de outra geração.

Como eu já comentei aqui em outro post, nem tudo o que é bom para a maioria é bom para todo mundo. A decisão de contar para a família sobre a orientação sexual é individual e cada um deve escolher quando e qual a melhor forma de fazê-lo.


Estudo que envolve 17 países identifica genes ligados à felicidade
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Jairo Bouer

GENES615

O bem-estar de uma pessoa é algo que envolve diversos fatores, entre eles os genes. Um trabalho realizado por mais de 190 pesquisadores de 17 países conseguiu encontrar variantes genéticas associadas não apenas à depressão e à neurose, como também ao bem-estar subjetivo – a sensação que uma pessoa tem em relação à própria vida e que pode ser traduzida como felicidade.

Ao analisar dados do genoma de 300 mil pessoas, eles conseguiram identificar três variantes ligadas ao bem-estar, dois genes que abrigam variantes envolvidas em sintomas depressivos e onze genes com variações associadas ao neuroticismo, um traço psicológico que pode contribuir para emoções negativas. Os resultados foram publicados na revista Nature Genetics.

Os pesquisadores esclarecem, no entanto, que essas variantes genéticas não são determinantes – elas são apenas um dos fatores envolvidos no perfil de uma pessoa.

O ambiente, segundo eles, é tão importante quanto os genes, e interage com os efeitos produzidos por eles. Isso não significa que estudar os componentes genéticos envolvidos no bem-estar não seja importante, já que o conhecimento pode resultar, no futuro, em tratamentos mais eficazes contra a depressão.


Aumento de salário não traz felicidade, segundo estudo
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Jairo Bouer

dinheiro615

Você acha que ganhar um aumento vai melhorar seu nível de satisfação com a vida? Pois, de acordo com um estudo, uma renda melhor não faz esse milagre, pelo menos para a maioria das pessoas.

Pesquisadores acompanharam 18 mil adultos ao longo de um período de nove anos no Reino Unido e na Alemanha. Anualmente, eles respondiam a um questionário que avaliava seu nível de satisfação e também aumentos de renda.

Resultado? Pessoas que receberam mais aumentos não foram mais propensas a ter uma vida mais satisfatória.

Os autores do trabalho, da Universidade de Stirling, dizem que o impacto no bem-estar só ocorre, mesmo, quando a pessoa perde a fonte de renda. Isso é ainda mais forte se a pessoa é muito rigorosa com suas atitudes em relação ao trabalho – nesse caso, a perda de dinheiro é encarada como um fracasso, por isso o risco de depressão aumenta.

Os dados foram publicados na revista Personality and Social Psychology Bulletin. Mas os autores ressaltam que os resultados só valem para países economicamente desenvolvidos. Pode ser que no Brasil ganhar um aumento seja mais importante para a felicidade de alguém.


Dormir com bicho de estimação pode melhorar o sono, diz estudo
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Jairo Bouer

pet615Se você  não resiste aos pedidos insistentes do seu animal de estimação para dormir com você, aqui vai uma boa notícia: segundo uma pesquisa, a presença do “melhor amigo” no quarto pode ter consequências positivas para o sono.

Pesquisadores da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, entrevistaram 150 pacientes do centro de medicina do sono da clínica, dos quais 74 relataram possuir pelo menos um animal de estimação (especialmente cão ou gato). Mais da metade dos donos permitia que o bicho dormisse no quarto ou mesmo na cama.

Apesar de 20% deles admitirem que os animais às vezes atrapalhavam, porque ficavam vagando no quarto ou choramingando, 41% acreditavam que eles ajudavam no sono, por proporcionar segurança, relaxamento e companhia. O resultado foi mais frequente para os solteiros, segundo reportagem do site Medical News Today.

Para os autores, essa sensação de conforto é importante para o sono, que depende de relaxamento físico e mental para ser de qualidade.  O estudo tem limitações, mas deve servir de justificativa para quem ouve críticas por dividir o quarto com um animal de espécie diferente.


Dinheiro e sexo podem trazer felicidade, mas só até certo ponto
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Jairo Bouer

casalsexo300Quanto mais sexo e dinheiro, melhor, certo? Só até certo ponto, afirmam cientistas. De acordo com um estudo científico, esses dois ingredientes, ao contrário do que muita gente imagina, têm benefícios limitados para a felicidade.

A constatação, publicada na revista Social Psychological and Personality Science e divulgada no site Medical News Today, envolve três estudos, com dados de mais de 30 mil norte-americanos, coletados ao longo de quatro décadas.

Para a maioria dos casais heterossexuais, fazer sexo uma vez por semana foi considerado sinônimo de felicidade. Já quem fazia mais do que isso não apresentava níveis mais altos de bem-estar. Em relação a quem tinha relações apenas uma vez por mês, porém, a diferença foi bastante significativa.

Uma das questões observadas pelos pesquisadores é que a pressão para ter mais relações sexuais acaba resultado em estresse para muita gente que já tem obrigações demais na vida.

Resultado semelhante foi aferido em relação a dinheiro. Os pesquisadores não encontraram diferenças significativas entre a parcela da população que recebia de R$ 56 mil a R$ 93 mil por ano e a que recebia de R$ 186 mil a R$ 280 mil por ano.


Vida social aos 20 e aos 30 são determinantes para o bem-estar aos 50 anos
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Jairo Bouer

SELFIE300Um estudo norte-americano mostra que a quantidade de interações sociais que uma pessoa tem aos 20 anos e a qualidade das relações aos 30 são determinantes para a saúde e o bem-estar na vida adulta.

Pesquisadores da Universidade de Rochester  entrevistaram 222 pessoas e conseguiram acompanhar 133 delas ao longo de 30 anos para chegar às conclusões, publicadas no periódicoPsychology and Aging. Os participantes foram entrevistados até os 50 anos, e então avaliados em relação a saúde, humor e solidão.

As análises mostraram que pessoas com poucas interações sociais na juventude apresentaram risco mais alto de morrer precocemente. De acordo com o principal autora, Cheryl Carmichael, ter poucas conexões pode ser tão prejudicial à saúde quanto fumar e é até pior do que ser obeso.

O trabalho mostra que as interações sociais que ocorrem aos 20 anos ajudam as pessoas a se conhecer melhor, além de adquirir ferramentas que são úteis para desenhar a vida adulta. Nessa fase, é comum encontrar gente de diversas origens, com opiniões e valores diferentes, e isso é importante para aprender a gerenciar diferenças.

O interessante é que, aos 30 anos, é mais importante ter relações de qualidade do que um grande número de interações. Outra descoberta curiosa dos pesquisadores é que nem sempre ter uma vida social agitada aos 20 garante relacionamentos de qualidade aos 30 anos.