Blog do Doutor Jairo Bouer

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Jovens com doença celíaca são mais propensas a ter anorexia
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Jairo Bouer

Uma pesquisa indica que receber o diagnóstico de doença celíaca, a intolerância permanente ao glúten, aumenta significativamente o risco de uma mulher ter anorexia nervosa, um transtorno alimentar grave que pode até levar à morte por desnutrição.

A doença celíaca afeta 1 em 141 pessoas, e tende a ser mais prevalente em mulheres. O único tratamento para a intolerância é evitar todos os alimentos que contêm glúten, como trigo, pão, macarrão e cevada. Diarreia, vômito ou gases após o consumo desses itens estão entre os sintomas.

O estudo, publicado na revista Pediatrics e divulgado no site Medical News Today, avaliou 17.959 mulheres suecas diagnosticadas com a doença entre 1969 e 2008. O grupo controle continha 89.379 mulheres sem doença celíaca.

Os pesquisadores da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, descobriram que mulheres com mais de 20 anos com doença celíaca foram duas vezes mais propensas a apresentar, também, anorexia, em comparação com as que não tinham intolerância permanente ao glúten.

Garotas que receberam o diagnóstico de doença celíaca antes dos 19 anos foram 4,5 vezes mais propensas a ter anorexia. Os resultados se mantiveram mesmo depois de ajustados fatores como diabetes tipo 1, que também pode elevar o risco do transtorno alimentar.

Os pesquisadores dizem que são necessários mais estudos sobre o tema, já que este trabalho não analisou causa e efeito. Segundo eles, é possível que muitas jovens diagnosticadas inicialmente com anorexia tinham, na verdade, doença celíaca, ou vice-versa. Mas também pode ser que o foco excessivo na dieta que os celíacos são obrigados a ter pode deflagrar o transtorno alimentar.


Pesquisa associa uso excessivo de mídia social e transtorno alimentar
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Um estudo mostra que jovens que passam o dia todo nas mídias sociais têm um risco 2,6 vezes maior de relatar transtornos alimentares e preocupação excessiva com a imagem corporal em comparação com quem passa pouco tempo nesse tipo de site.

O trabalho contou com 1.765 norte-americanos de 19 a 32 anos, que responderam a questões sobre frequência de uso de plataformas como Facebook, YouTube, Twitter, Instagram, Snapchat e Pinterest, entre outros. Fatores como sexo, idade específica, gênero e renda não influenciaram a associação, ou seja, todos os grupos foram igualmente afetados.

A pesquisa, publicada no Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics, foi financiada pelo Instituto Nacional do Câncer, nos Estados Unidos.

A equipe do Centro Pitt para Pesquisas em Mídia, Tecnologia e Saúde, que conduziu o trabalho, explica que a relação entre transtornos alimentares e a mídia tradicional, como revistas e televisão, já é conhecida há muito tempo. Já as redes sociais, além de replicar o conteúdo de outras mídias, ainda permitem a interação dos usuários, o que reúne interesses em comum e ajuda a propagar estereótipos que interferem na autoimagem.

Transtornos alimentares como anorexia nervosa, bulimia, comer compulsivo e vigorexia (a obsessão por músculos) afetam desproporcionalmente adolescentes e jovens adultos, o público mais ativo nas redes sociais. Os autores esclarecem, no entanto, que não dá para saber se o uso exagerado das plataformas é causa ou consequência da preocupação excessiva com o corpo. Pode ser, ainda, que seja as duas coisas.

Pesquisas anteriores já mostraram que as pessoas tendem a postar apenas imagens em que aparecem mais magras, o que ajuda a alimentar uma expectativa irreal dos outros em relação à aparência.

Os autores observam que, apesar de certas iniciativas positivas dos provedores de serviços, como o fato de o Instagram ter proibido a hashtag “Thinspiration” (mistura das palavras “inspiração” e “magra”), usuários criam estratégias para continuar com o conceito, como modificar a grafia. Os vídeos no YouTube classificados como “pró-anorexia” também continuam gerando mais audiência do que o material que se destina a alertar sobre os riscos desse transtorno, que em alguns casos pode matar.


Praticantes de bullying podem desenvolver bulimia e anorexia, diz estudo
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ANOREXIA300O bullying na escola aumenta o risco de uma pessoa desenvolver ansiedade, depressão e até transtornos alimentares como bulimia e anorexia. Mas, segundo uma pesquisa, não só as vitimas de humilhação sofrem, como também quem intimida os colegas.

Pesquisadores da faculdade de medicina da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, ficaram surpresos ao descobrir que os chamados “bullies”  (aqueles que protagonizam obullying) têm uma propensão duas vezes maior a desenvolver sintomas de bulimia, como episódios de comer compulsivo seguidos de purgação, em comparação com quem não se envolve nesse tipo de agressão.

A conclusão foi tirada a partir da análise dos dados de um estudo com 1.420 indivíduos entrevistados aos 9 anos, e acompanhados por quase duas décadas.

Em artigo publicado no International Journal of Eating Disorders, os pesquisadores sugerem que os bullies podem ser bons em manipular situações sociais e fugir de encrencas, mas talvez não sejam tão bons em lidar com os próprios problemas de autoimagem. Outra possibilidade é que a tendência a se punir após os episódios de comilança também seja resultado da culpa gerada pelo bullying.

As vítimas de intimidações constantes na escola, como os pesquisadores já previam, também foram mais propensos a desenvolver transtornos alimentares. Elas apresentaram duas vezes mais risco de ter bulimia e também anorexia.

Crianças que ora são vítimas de humilhação e ora agridem as outras foram as que mais apresentaram risco de desenvolver anorexia, além de comer compulsivamente e vomitar em seguida para tentar manter o peso.


Garotas ficam deprimidas quando selfie não faz sucesso, mostra pesquisa
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SELFIE300Metade das garotas de 13 a 23 anos fica “o tempo todo” em redes sociais como Facebook, Instagram e Twitter, segundo uma pesquisa feita no Reino Unido.   Elas publicam, em média, uma selfie por dia e chegam a gastar quase uma hora e meia por semana só fazendo isso.

O levantamento, patrocinado por uma empresa de cosméticos, envolveu mais de 1.000 jovens, e serviu de pano de fundo para uma campanha com o objetivo de melhorar a autoestima das meninas. A ideia é convencê-las de que seu valor não depende de uma rede social.

A campanha se justifica: segundo a pesquisa,  60% das garotas ficam tristes quando não recebem número suficiente de curtidas. Algumas delas chegam até a deletar as fotos quando o número de curtidas não é satisfatório, segundo reportagem publicada no jornal britânico Daily Mail.

Os resultados também mostram que garotas que não são muito felizes com o próprio corpo são três vezes mais propensas a achar que as redes sociais as fazem se sentir ainda piores. Essa valorização excessiva da aparência pode ser perigosa para quem já tem alguma tendência a desenvolver transtornos como a anorexia e distorção da autoimagem.


Anormalidade no cérebro pode explicar casos de autoimagem distorcida
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ANOREXIA300Um estudo que acaba de ser divulgado pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), mostra que pessoas com anorexia nervosa e transtorno dismórfico corporal têm anormalidades semelhantes no cérebro, que afetam a capacidade de processar a informação visual.

O transtorno dismórfico corporal faz a pessoa acreditar que tem defeitos físicos que não na realidade não existem, ou, em muitos casos, achar que um defeito mínimo é algo de proporções terríveis. A doença afeta cerca de 2% da população.

Essa distorção da própria imagem, algo que chega a ser delirante, também é uma característica da anorexia, doença que leva pessoas a restringir a alimentação e emagrecer a ponto de, muitas vezes, ter de ser internado.

Ambos os transtornos costumam ter início na adolescência e, uma vez que as encanações com o corpo são comuns nessa fase, o diagnóstico acaba sendo tardio, o que pode levar a complicações graves.

Se a anorexia leva à desnutrição e, em certos casos, à morte, o transtorno dismórfico corporal pode resultar em isolamento, abuso de medicamentos ou realização de cirurgias frequentes, que por sua vez geram novas preocupações com a imagem. Depressão e tentativas de suicídio também são frequentes.

De acordo com os pesquisadores da UCLA, pessoas com ambos os transtornos têm uma atividade anormal no córtex visual nos primeiros instantes, quando o cérebro processa as imagens como um todo, antes de chegar aos detalhes. Os dados foram publicados no periódico Psychological Medicine.

Para chegar à conclusão, a equipe usou ressonância magnética funcional e eletroencefalograma. Eles compararam os resultados de 15 pessoas com anorexia, outras 15 com transtorno dismórfico e mais 15 indivíduos saudáveis depois que todos foram expostos a fotos de pessoas e de paisagens.

Os cientistas também descobriram que os indivíduos com transtorno dismórfico apresentam maior atividade em áreas do cérebro que processam informações detalhadas. Curiosamente, quanto menos atraentes julgavam ser os rostos apresentados nas fotos, maior era atividade nessas regiões. Também nesse caso a diferença estava ligada à atividade elétrica que ocorre nos primeiros milissegundos após ver a imagem.

O entendimento do processo pode levar os pesquisadores a novas estratégias para lidar com esses problemas. Atualmente, os pacientes são encaminhados para psicoterapia e, muitas vezes, medicados com antidepressivos e outros remédios. Em geral, o tratamento é longo e pode durar a vida inteira.


Mulher que acredita na preferência dos homens por modelos é mais infeliz
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anorexia300Quando você diz às mulheres que os homens não gostam de garotas com corpo de modelo, elas passam a se sentir muito melhor em relação à própria imagem corporal.

O resultado de três estudos recentes sugerem que a autoimagem de uma mulher está muito mais associada ao que ela imagina ser a preferência dos homens do que ao peso e às medidas que ela apresenta.

Segundo a psicóloga e pesquisadora Andrea Meltzer, da Universidade Metodista do Sul, em Dallas, nos EUA, a maioria das mulheres heterossexuais acredita que os homens desejam garotas magérrimas, com corpo de modelo.

Por isso, ela acredita que intervenções para modificar essa percepção podem ser úteis para melhorar a autoestima feminina e evitar problemas como depressão e transtornos alimentares.

Pesquisas anteriores já comprovaram que mulheres satisfeitas com suas medidas tendem a comer de forma mais saudável e fazer mais exercícios. Já as mais encanadas tendem a fazer menos sexo, ter menos prazer sexual e menor satisfação com o relacionamento. Ou seja: trabalhar positivamente a autoimagem corporal das mulheres traz uma série de benefícios.

Meltzer e o colega James McNulty, da Universidade do Estado da Flórida, avaliaram 448 mulheres, ao todo, nos três estudos, que foram conduzidos de forma independente. Os dados foram publicados na revista Social Psychological and Personality Science.

Outra conclusão da dupla é que mulheres que veem muita TV e leem revistas de moda são menos satisfeitas com o próprio corpo, o que não é nenhuma novidade, dada a quantidade de modelos e atrizes magérrimas que aparecem nessas mídias.


Por que as mulheres gostam de revistas com modelos magérrimas na capa?
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REVISTAS300Revistas de moda e beleza que estampam garotas magérrimas nas capas costumam deixar muita gente deprimida. Afinal, para a maioria das mulheres, é muito difícil, quando não impossível, conquistar uma silhueta tão esbelta. Isso já foi até comprovado em estudos.

Mas então por que essas revistas continuam vendendo? Uma nova pesquisa, feita na Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, pode indicar a resposta.  Ela sugere que algumas leitoras, em vez de se comparar com as modelos (e se sentir mal com isso), ficam com a sensação de que podem ficar tão atraentes quanto elas.

O efeito é positivo no início, mas, a longo prazo, não se traduz em mudança. Segundo a autora do estudo, Silvia Knobloch-Westerwick, professora de comunicação da universidade, as mulheres que mais têm esse tipo de sensação ao folhear as revistas – que ela chama de “thinspiration” (inspiração de magreza, em tradução livre) – são justamente as que menos se envolvem em estratégias para perder peso.

O trabalho, publicado na revista Health Communication, envolveu 51 estudantes universitárias. Elas foram informadas de que iriam avaliar artigos e propagandas de revistas femininas. Ao contrário de outros estudos do gênero, que ofereciam somente as fotos para as voluntárias, estas receberam as publicações por inteiro, e tinham que visualizá-las diariamente ao longo de cinco dias.

Esse diferença sutil em relação a outros experimentos pode explicar a tal sensação positiva, não identificada em outras pesquisas: é que as revistas trazem sempre mensagens do tipo “emagreça 10 kg em duas semanas”, ou “fique linda como a Fulana de Tal” junto com as imagens. Já quando se vê somente uma foto, pode ser que a reação de se comparar e se sentir mal seja mais frequente.

Antes de receber as revistas, as estudantes responderam a perguntas sobre hábitos de leitura, nível de satisfação com o corpo e IMC (Índice de Massa Corporal).  Depois de analisar as publicações, elas foram questionadas de novo sobre sua imagem corporal e sobre hábitos alimentares, além de comentar o que achavam das páginas vistas.

Os resultados mostraram que as mulheres que simplesmente se comparavam com as modelos e pensavam “esta garota é mais magra que eu” eram mais propensas a relatar um nível menor de satisfação com o corpo após o experimento. Elas também tinham feito dieta ao longo dos cinco dias.

Já as mulheres que usaram a comparação de forma positiva, pensando “gostaria que meu corpo fosse como o dessa mulher”, relataram aumento no nível de satisfação corporal após os cinco dias. O que não significou mudança de hábitos alimentares.

Outro achado importante do estudo foi que algumas mulheres mudaram a forma como se comparavam com as modelos ao longo do estudo, tendendo a sentir a tal inspiração de magreza.  Para autora, isso é sinal de que a exposição repetida pode fazer as leitoras passarem a se identificar mais com as modelos.

A autora conclui que as mulheres podem ser capazes de combater os efeitos nocivos da mídia sobre sua autoimagem se elas compreenderem que essas mensagens são projetadas para fazê-las acreditar em ideais que muitas vezes são irreais e até mesmo insalubres.


Abuso de laxantes por meninas leva Reino Unido a cogitar restrições
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LAXANTE300A agência que regula medicamentos no Reino Unido está considerando a possibilidade de restringir a venda de laxantes. A questão é que esses produtos parecem inofensivos, mas não são – nem mesmo os naturais. Muitas garotas com anorexia ou bulimia fazem uso abusivo dessas pílulas por acreditarem que isso ajuda a emagrecer.

Um documentário produzido pela BBC e noticiado no Daily Mail mostra que qualquer garota pode comprar laxantes aos montes sem ser questionada. No Brasil também não há nenhuma restrição a esse tipo de medicamento – quem sabe as autoridades, aqui, também não começam a pensar no assunto?

Usados de forma inadequada, os laxantes provocam diarreia, desidratação e alteram o equilíbrio de eletrólitos no organismo, podendo causar queda brusca de pressão e desmaios. A longo prazo, esses produtos prejudicam o fígado e podem causar insuficiência cardíaca. Sem contar que provocam um tipo de dependência – a pessoa não consegue evacuar sem ajuda deles.

Uma garota de 15 anos mostrada no documentário conta que chegou a ir parar no hospital após tomar 20 comprimidos de laxantes. Ela ficou tão desidratada, que a pressão caiu demais e o coração passou a bater muito devagar. Outra jovem conta que começou a usar esses produtos aos 13 anos, com a esperança de perder peso. Ela começou tomando quatro ou cinco, mas, com o tempo, precisava de 20 ou até 30 comprimidos para conseguir o efeito desejado.

É importante lembrar que a diarreia até faz o ponteiro da balança diminuir, mas o que se perde é água, e não gordura. Por isso, a perda de peso é só temporária. O tratamento dos transtornos alimentares muitas vezes inclui a redução do uso de laxantes, até a retirada completa. No começo o intestino custa a funcionar, mas, com paciência e consumo de fibras, acaba voltando ao normal.


Estudo chama atenção para meninas que começam a fazer dieta cedo demais
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anorexia300Quanto mais cedo uma mulher começa a fazer dieta, maiores as chances de desenvolver transtornos alimentares, como bulimia e anorexia, e abusar do álcool. Essa é a conclusão de um estudo realizado nos Estados Unidos e apresentado no encontro anual da Sociedade para o Estudo do Comportamento de Ingestão Alimentar na semana passada.

Pesquisadores da Universidade do Estado da Flórida acompanharam 1.340 estudantes durante dez anos e descobriram que a pressão para emagrecer afeta garotas de todas as idades. Algumas delas chegam a fazer dieta aos 3 anos, de acordo com eles. E muitas começam a beber com o intuito de enganar a fome. Com o estômago vazio, o álcool faz ainda mais estragos e pode levar a um ciclo vicioso de uso abusivo.

Em reportagem no site do jornal britânico Daily Mail, a autora do estudo, a professora de psicologia Pamela Keel, diz que ainda não sabe por que restringir a dieta tão cedo pode deflagrar esses transtornos. Uma possibilidade é que essas meninas já tenham nascido com algum  tipo de predisposição. A autora do estudo lembra, contudo, que problemas como anorexia e bulimia são determinados por fatores sociais, psicológicos e biológicos, ou seja, dificilmente a genética é a única culpada.

De acordo com o trabalho, desencorajar as garotas a fazerem dieta pode reduzir o risco de transtornos alimentares, problemas com o peso e uso abusivo de álcool no futuro. Por outro lado, é importante estimular uma alimentação equilibrada e a prática de exercícios, especialmente antes da puberdade, época em que é comum as meninas começarem a acumular mais gordura.


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