Blog do Doutor Jairo Bouer

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Fadiga crônica afeta mais jovens do que se imaginava, diz pesquisa
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Jairo Bouer

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Cansaço extremo que não melhora com o sono, dores de cabeça, no corpo na e garganta são os principais sintomas da chamada síndrome da fadiga crônica, uma condição difícil de ser diagnosticada, mas que pode afetar até 2% dos adolescentes, segundo pesquisadores britânicos.

A síndrome, que também é conhecida como encefalomielite miálgica, foi objeto de um estudo conduzido por uma equipe da Universidade de Bristol com dados de 5.756 crianças. Os pesquisadores concluíram que 1 em cada 50 jovens de 16 anos sofrem da síndrome há pelo menos seis meses. E esses adolescentes perdem pelo menos metade de um dia de escola toda semana.

O trabalho também mostrou que jovens de famílias que sofrem de adversidades – como problemas financeiros, habitação precária e falta de apoio emocional – são os mais propensos a ter a síndrome.

Em artigo publicado na revista Pediatrics, os autores chamam atenção para o fato de que a síndrome é mais comum em adolescentes do que se imaginava. De modo geral, mulheres na faixa de 40 a 50 anos são as vítimas mais comuns, mas o problema pode acometer qualquer pessoa em qualquer idade. O tratamento depende de cada caso, mas pode incluir medicamentos e terapia. Vários estudos têm mostrado que a atividade física regular também ajuda bastante.


Cérebro de viciados em games na internet é um pouco diferente, diz estudo
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Você não consegue ficar longos períodos longe do videogame? Então saiba que seu cérebro funciona de forma um pouco diferente, segundo um estudo publicado no periódico Addiction Biology.

Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, e de Chung-Ang, na Coreia do Sul, avaliaram exames de ressonância magnética de 78 jovens de 10 a 18 anos diagnosticados como dependentes de jogos na internet e perceberam algumas características em comum no cérebro dos garotos.

Eles compararam os resultados com exames de 73 indivíduos com idade equivalente, mas sem o vício por jogos, e notaram algumas diferenças significativas.

O estudo sugere que a conectividade do cérebro dos dependentes permite que eles respondam mais rápido a informações novas. No entanto, essa mesma qualidade tem um efeito colateral: torna os jovens mais suscetíveis a distrações e a dificuldades para controlar os impulsos.

Vale lembrar que ser viciado em videogame é diferente de gostar de jogar. Jovens dependentes tem a vida realmente afetada porque não conseguem controlar seu impulso. Muitos deixam de se relacionar com outras pessoas e de se concentrar nos estudos, por exemplo. Há casos até de adolescentes que ficam sem comer e sem dormir diante do computador.

Os pesquisadores esclarecem que ainda não é possível saber se o jogar crônico leva a essas alterações no cérebro, ou se as alterações é que levam um indivíduo a jogar compulsivamente. De qualquer forma, se você acha que às vezes passa tempo demais no videogame, vale a pena tentar fazer alguma coisa a respeito.


Separação dos pais afeta a saúde da criança, principalmente das meninas
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separacaopais300Enfrentar uma ruptura familiar, como a separação dos pais, pode ter consequências negativas a longo prazo para as crianças, como uma tendência maior a fumar, ter problemas de saúde e depressão. Mas, segundo um estudo, esse impacto é ainda maior para as meninas.

Pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, analisaram dados de adolescentes em fases diferentes da vida. De um total de 7.607 garotos e garotas com idade entre 15 e 18, dos quais 4.757 permaneceram na lista quando tinham de 27 a 32 anos. Todos esses jovens tinham pais separados.

Segundo o estudo, as meninas são mais sensíveis a questões ligadas à estrutura familiar. E por isso teriam uma tendência maior a sofrer as consequências de uma separação dos pais e eventual convivência com um padrastro.

Problemas de saúde foram mais frequentes naquelas em que os pais saíram de casa quando elas tinham até 5 anos. Para as que tinham de 6 a 10 anos quando isso ocorreu, houve um risco maior, também, de tabagismo e depressão.

Ainda segundo o trabalho, publicado no periódico Review of Economics of the Household, o resultado é ainda pior quando a mãe se casa novamente ou passa a morar com outro homem.


Pais não falam sobre ansiedade e depressão em casa, mostra pesquisa
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Mais da metade dos pais, ou 55% deles, não fala com os filhos sobre estresse, ansiedade ou depressão. A constatação é de uma pesquisa realizada no Reino Unido. Segundo os autores, eles não acreditam que saúde mental seja um tema tão importante que deva ser conversado com as crianças ou adolescentes.

O estudo, financiado pelo Ministério da Saúde daquele país, contou com 1.100 pais e serviu de justificativa para uma campanha chamada Time to Change (“Hora de mudar”, em inglês), promovida por uma instituição filantrópica que busca combater o preconceito contra as doenças mentais.

A campanha esclarece que um em cada dez jovens sofre algum tipo de transtorno psiquiátrico, ou seja, cerca de três alunos em cada sala de aula. Segundo os especialistas da instituição, o bullying, bem como a pressão exercida pelas redes sociais, são fontes de adicionais estresse para as crianças e os adolescentes.

Os organizadores da campanha contam que o estigma em torno das doenças mentais faz com que um quarto dos jovens com esse tipo de problema tenha vontade de acabar com a própria vida. Por isso, eles acreditam que conversar sobre o assunto dentro de casa é o primeiro passo para mudar essa realidade. As informações são do jornal britânico Daily Mail.


Praticantes de bullying podem desenvolver bulimia e anorexia, diz estudo
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ANOREXIA300O bullying na escola aumenta o risco de uma pessoa desenvolver ansiedade, depressão e até transtornos alimentares como bulimia e anorexia. Mas, segundo uma pesquisa, não só as vitimas de humilhação sofrem, como também quem intimida os colegas.

Pesquisadores da faculdade de medicina da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, ficaram surpresos ao descobrir que os chamados “bullies”  (aqueles que protagonizam obullying) têm uma propensão duas vezes maior a desenvolver sintomas de bulimia, como episódios de comer compulsivo seguidos de purgação, em comparação com quem não se envolve nesse tipo de agressão.

A conclusão foi tirada a partir da análise dos dados de um estudo com 1.420 indivíduos entrevistados aos 9 anos, e acompanhados por quase duas décadas.

Em artigo publicado no International Journal of Eating Disorders, os pesquisadores sugerem que os bullies podem ser bons em manipular situações sociais e fugir de encrencas, mas talvez não sejam tão bons em lidar com os próprios problemas de autoimagem. Outra possibilidade é que a tendência a se punir após os episódios de comilança também seja resultado da culpa gerada pelo bullying.

As vítimas de intimidações constantes na escola, como os pesquisadores já previam, também foram mais propensos a desenvolver transtornos alimentares. Elas apresentaram duas vezes mais risco de ter bulimia e também anorexia.

Crianças que ora são vítimas de humilhação e ora agridem as outras foram as que mais apresentaram risco de desenvolver anorexia, além de comer compulsivamente e vomitar em seguida para tentar manter o peso.


Segundo estudo, adolescentes são mais felizes hoje e adultos, menos
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FACEBOOK300Adultos com 30 e poucos anos não são felizes como eram antigamente. Já os adolescentes estão mais contentes. Pelo menos é o que mostra uma pesquisa realizada nos Estados Unidos com amostras representativas de 1,3 milhão de pessoas de 13 a 96 anos que abrangem o período de 1972 e 2014.

Pesquisadores das universidades de San Diego, Califórnia e Flórida Atlantic constataram que, em 1970, 38% dos adultos na faixa dos 30 anos diziam que eram muito felizes. Já em 2010, esse número encolheu para 32%. Já 28% dos adultos de 18 a 29 se descreveram dessa forma em 1970, número que passou para 30% em 2010. Porém, entre adolescentes com 12 ou 13 anos, o número passou de 19%, em 1970, para 30%, em 2010, um crescimento bastante expressivo.

A aposta dos pesquisadores para esse fenômeno é que a cultura atual, baseada no uso da tecnologia e em relacionamentos mais voláteis, pode ser fascinante para os adolescentes, mas não supre o desejo de estabilidade que os adultos mais maduros têm.

Para a professora de psicologia Jean Twenge, que participou do estudo e também é autora de um livro chamado “Geração do Eu”, a cultura norte-americana (que exerce forte influência no Brasil e em outros países) enfatiza muito a busca do sonho e as altas expectativas em relação ao futuro. E isso é algo que combina com o espírito adolescente. Mas, ao chegar aos 30 e poucos anos e constatar que a vida é mais difícil que imaginavam, a frustração vem à tona.

Em artigo publicado no periódico Social Psychological and Personality Science, Twenge comenta que, em 2008, uma pesquisa semelhante chamou atenção por mostrar que o nível de felicidade das mulheres havia diminuído em relação aos anos de 1970. Agora, o que ela vê é que tanto homens quanto mulheres dessa geração de 30 estão menos contentes. Vale a pena refletir um pouco nesses resultados.


Jovem que fica muito em rede social pode ter problemas emocionais
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ADOLESCENTE300Jovens que passam mais de três horas por dia em mídias sociais são duas vezes mais propensos a sofrer problemas de saúde mental, segundo levantamento divulgado pelo Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido.

O relatório aponta níveis mais elevados de problemas emocionais e de comportamento, além hiperatividade, nas crianças e adolescentes que passam muito tempo em sites como Facebook, Twitter e Pinterest. Os dados foram divulgados no jornal britânico Daily Mail.

Entre 2012 e 2013, 56% dos jovens passaram até três horas por dia nas redes sociais. Cerca de 8% passam mais de três horas em um dia de aula. As meninas são bem mais propensas que os meninos – cerca de 11% delas gastam mais de três horas nos sites em relação a 5% dos colegas do sexo masculino.

O relatório constatou uma “clara associação” entre o tempo gasto em sites sociais e a incidência de problemas emocionais ou de comportamento.

O texto alerta que, embora as redes sociais sejam úteis para conectar as pessoas e estabelecer relações – o que é bom para a saúde mental, elas também são uma fonte de comparação, cyberbullying e isolamento.


Exercícios podem inibir ideias suicidas em jovens que sofrem bullying
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bullying300A prática de atividade física por no mínimo quatro vezes por semana foi associada a uma redução de 23% na frequência de ideação e tentativas de suicídio entre adolescentes que sofrem bullying, revelou um estudo norte-americano.

Cerca de 20% dos estudantes dizem enfrentar o problema, nos EUA, que pode ser caracterizado pelo isolamento ou por situações de humilhação. Em muitos casos, o bullying leva ao abuso de substâncias, à ansiedade ou à depressão, que pode ser acompanhada pela ideia de acabar com a própria vida.

Na pesquisa, publicada no Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry, foram analisados dados de mais de 13.500 jovens de 9 a 12 anos. A equipe, da Universidade de Vermont, notou que a frequência de exercícios era inversamente proporcional aos relatos de tristeza e desejo de se matar entre as vítimas de bullying.

De qualquer forma, os dados são preocupantes: 30% dos estudantes afirmaram que tinham se sentido tristes pelo menos duas vezes por semana no ano anterior à pesquisa, 22,2% apresentaram ideação suicida e 8,2% haviam tentado, de alguma forma, o suicídio. Os adolescentes que passaram por bullying eram três vezes mais propensos a querer se matar. Mas a prática de atividade física demonstrou funcionar como uma espécie de proteção contra a ideia.

Além de pensar em formas de diminuir inibir o bullying entre os alunos, incentivar a prática de exercícios é algo que todas as escolas poderiam fazer. Cada vez mais estudos têm mostrado que se movimentar ajuda no desempenho intelectual, além de reduzir o risco de depressão.


Só um em cada cinco jovens gays faz o teste de HIV, mostra estudo
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EXAME300Garotos que fazem sexo com outros homens têm maior risco de ser infectados pelo HIV, mas apenas um em cada cinco já fez o teste para detectar o vírus, proporção muito menor do que a encontrada entre os não adolescentes. O estudo foi feito nos Estados Unidos, mas as conclusões podem muito bem ser aplicadas ao Brasil, onde o cenário é parecido.

O trabalho, da Universidade Northwestern em parceria com o Centro para Inovação em Pesquisas de Saúde Pública, envolveu uma amostra nacional de 302 garotos gays e bissexuais com idades entre 14 e 18 anos que participaram de um programa de prevenção do HIV baseado em mensagens de texto.

Os pesquisadores descobriram que apenas 20% dos jovens já tinham sido testados para o vírus da Aids. Para se ter uma ideia de como esse índice é baixo, um estudo recente feito pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças mostrou que 75% dos gays e bissexuais de 18 a 19 anos já fizeram o exame alguma vez na vida.

As maiores barreiras para os adolescentes, segundo a pesquisa, são a dificuldade em saber onde obter um teste de HIV e a preocupação em ser reconhecido em um centro de atendimento. Também existe, nessa faixa etária, uma certa ideia de invencibilidade, ou seja, de que isso não vai acontecer com eles.

O HIV continua a crescer entre jovens gays e bissexuais, tanto nos EUA quanto no Brasil, por isso é preciso mudar esse cenário.  Uma das sugestões dos pesquisadores é implementar a testagem nas escolas, algo que, embora gere alguma polêmica, ajudaria a diminuir o estigma em torno do exame entre os adolescentes. Os resultados foram publicados no Journal of Adolescent Health.

Vale lembrar que o tratamento precoce contra o HIV não só beneficia o próprio paciente, como também evita a transmissão da doença.


Exercício na adolescência previne morte por doença na meia-idade
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Jairo Bouer

happyexercise300Mulheres que se exercitaram durante a adolescência têm um risco menor de morrer de câncer ou qualquer outra doença por volta dos 40 anos e na maturidade. A conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Vanderbilt, nos EUA, e do Instituto de Câncer Shanghai, na China.

Os pesquisadores analisaram dados de uma grande pesquisa chinesa, com quase 75 mil mulheres de 40 a 70 anos. Todas elas foram entrevistadas e revelaram informações sobre a prática de exercícios ao longo da vida. Eles consideraram como “atividade física regular” aquela que ocorria pelo menos uma vez por semana por ao menos três meses consecutivos.

Eles descobriram que, ainda que as mulheres tivessem interrompido a atividade física na vida adulta, o fato de terem praticado algum esporte na adolescência ajudou a diminuir o risco de morte por câncer e outras doenças de forma discreta, mas significativa.

Já aquelas que se exercitaram durante a adolescência e também depois tiveram uma redução de 20% no risco de morte por qualquer causa, de 17% por doença cardiovascular e de 13% por câncer.

O trabalho foi publicado na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, da Associação Americana para a Pesquisa do Câncer.

A equipe diz que o próximo passo é estudar mais a fundo a influência da atividade física na juventude para a prevenção das doenças crônicas, até para entender melhor os mecanismos que fazem com que elas sejam deflagradas. De qualquer forma, fica a dica: se você ainda não começou a se exercitar regularmente, saiba que, quanto antes você começar, maiores serão os benefícios a longo prazo.