Blog do Doutor Jairo Bouer http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br Neste espaço, Jairo Bouer publica informações atualizadas e opiniões sobre saúde, sexo e comportamento. Fri, 24 Nov 2017 21:34:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Mesmo em dose baixa, maconha sintética prejudica a concentração http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/24/mesmo-em-dose-baixa-maconha-sintetica-prejudica-a-concentracao/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/24/mesmo-em-dose-baixa-maconha-sintetica-prejudica-a-concentracao/#respond Fri, 24 Nov 2017 21:34:17 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2479

Fonte: Departamento de Justiça dos EUA

Doses muito pequenas de maconha sintética, droga também chamada de “spice”, são capazes de deixar os usuários letárgicos e sem foco em apenas uma hora, segundo um estudo.

O estudo analisou os efeitos de quantidades bem inferiores às usadas pelos usuários, por questões éticas. Os resultados confirmam que essa droga, cujo uso tem crescido em vários países, causa prejuízos graves ao cérebro.

Pesquisadores da Universidade de Maastricht, na Holanda, administraram doses de 2 e 3 mg de maconha sintética em seis usuários, que foram monitorados e examinados durante 12 horas. Eles também tiveram que realizar tarefas num computador.

Os resultados revelam que mesmo doses baixas da droga são capazes de prejudicar o tempo de reação e a capacidade de se concentrar. Os usuários ficaram alterados cerca de uma hora após a administração, o que é diferente do que se observa com doses mais altas, típicas do uso recreativo.

Os principais efeitos colaterais observados foram cansaço e dor de cabeça, mas os pesquisadores ressaltam que, nas quantidades usadas nas ruas, é comum se observar vômitos, ansiedade, taquicardia e até convulsões.

A limitação do estudo é o número pequeno de participantes. Mesmo assim, ele representa um avanço, já que a maior parte das pesquisas com maconha sintética foi feita em animais. As descobertas foram publicadas no British Journal of Pharmacology, e noticiadas no jornal britânico Daily Mail.

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O que você sente ao ingerir álcool depende do que você bebe? http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/22/o-que-voce-sente-ao-ingerir-alcool-depende-do-que-voce-bebe/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/22/o-que-voce-sente-ao-ingerir-alcool-depende-do-que-voce-bebe/#respond Wed, 22 Nov 2017 22:03:49 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2476

Você costuma se sentir relaxado, energizado, irritado ou deprimido depois de beber? De acordo com um estudo, isso pode depender do que você bebeu, e do seu padrão de consumo de álcool.

Pesquisadores do Sistema Nacional de Saúde do País de Gales e do King`s College London, no Reino Unido, decidiram investigar se os diferentes tipos de álcool podem causar estados emocionais distintos nos usuários. E a resposta foi sim.

A equipe descobriu que vinhos e cervejas tendem a gerar reações mais positivas nos usuários, enquanto destilados, como uísque, vodca e aguardente, podem deixar muita gente mais agressiva.

O trabalho, publicado no periódico BMJ Open, foi feito com base em dados de uma das maiores pesquisas online sobre consumo de álcool e drogas ilícitas entre adultos do mundo, o Global Drug Survey. Os autores do estudo declararam não ter qualquer conflito de interesse.

Entre diversas questões, os participantes responderam o que sentem ao consumir diferentes tipos de bebida e em diferentes contextos, como em casa, ou numa festa. Foram avaliadas respostas de 29.836 indivíduos de 18 a 34 anos de idade de 21 países.

Praticamente todos os participantes relataram experimentar reações emocionais diferentes dependendo do tipo de bebida alcoólica consumida. Veja os principais resultados:

– O vinho tinto e a cerveja foram citados como as bebidas mais relaxantes por 53% e 50% dos entrevistados, respectivamente. Somente 20% disseram que as bebidas destiladas ajudam a aliviar a tensão.

– Quase 30% dos consumidores de destilados afirmaram que se sentem mais agressivos após beber. Somente 2,5% dos usuários de vinho tinto disseram a mesma coisa.

– Mais da metade dos consumidores de destilados comentou que esse tipo de álcool faz com que se sintam mais confiantes e com mais energia, e 42,5% também disseram se sentir mais sexy.

Um detalhe importante, segundo os pesquisadores, é que os efeitos foram influenciados pelo nível de educação dos entrevistados, bem como idade, país de origem e, especialmente, nível de consumo de álcool:

– Os participantes da faixa etária mais jovem – ou seja, de 18 a 24 anos – indicaram que qualquer bebida alcoólica, quando consumida em um ambiente social, tende a aumentar a confiança, a energia, e a sensação de estar mais atraente. E homens foram mais propensos a dizer que qualquer tipo de álcool é capaz de aumentar a agressividade.

– Outro dado interessante: bebedores pesados e dependentes de álcool foram seis vezes mais propensos a relatar que qualquer bebida os torna mais agressivos ou com maior tendência ao choro que os bebedores ocasionais. Além disso, foram cinco vezes mais propensos a dizer que se sentem mais energizados após o consumo de álcool.

O estudo é observacional, e seriam necessárias pesquisas mais detalhadas para confirmar a hipótese. De qualquer forma, entender as emoções associadas ao consumo de álcool pode resultar em políticas de prevenção mais eficientes.

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Homens fazem mais sexo depois da vasectomia, segundo estudo http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/21/homens-fazem-mais-sexo-depois-da-vasectomia-segundo-estudo/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/21/homens-fazem-mais-sexo-depois-da-vasectomia-segundo-estudo/#respond Tue, 21 Nov 2017 22:58:57 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2472

Uma pesquisa mostra que a frequência sexual dos homens aumenta cerca de três vezes depois que eles passam por uma vasectomia. Além disso, boa parte deles experimenta uma melhora na libido e nas ereções.

A vasectomia é um procedimento simples e rápido – dura cerca de 20 minutos e não exige internação. Consiste em cortar e obstruir os canais deferentes, fazendo com que deixe de haver espermatozoides no líquido ejaculado.

O trabalho foi feito por pesquisadores da Universidade de Frankfurt, na Alemanha, e contou com 294 casais. Os resultados mostraram que 12,4% dos homens vasectomizados passaram a fazer mais sexo depois do procedimento, enquanto apenas 4,5% relataram uma redução na frequência.

De acordo com os autores do estudo, a melhora na vida sexual se deve ao fato de os homens ficarem mais tranquilos em relação ao risco de engravidar a parceira, o que também tornaria as relações mais espontâneas.

Os dados foram publicados no periódico Central European Journal of Urology, e noticiados no jornal britânico Daily Mail. Eles reforçam os resultados de uma pesquisa anterior, conduzida pela Universidade de Stanford, que chegou à conclusão de que homens vasectomizados têm relações 5,9 vezes ao mês, em comparação com a média de 4,9 encontrada para homens que não passaram pelo procedimento.

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Práticas sexuais dos jovens estão mais variadas, indica estudo http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/20/praticas-sexuais-dos-jovens-estao-mais-variadas-indica-estudo/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/20/praticas-sexuais-dos-jovens-estao-mais-variadas-indica-estudo/#respond Mon, 20 Nov 2017 21:22:24 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2470

Um grande estudo britânico mostra que as práticas sexuais entre os jovens tornaram-se mais variadas nos últimos 20 anos, e a proporção de indivíduos com 16 a 24 anos que disseram ter feito sexo vaginal, oral e anal no último ano aumentou consideravelmente nesse período.

O trabalho foi publicado no Journal of Adolescent Health, um dos mais importantes periódicos científicos sobre saúde do adolescente, e contou com dados de uma pesquisa nacional de atitudes sexuais e estilo de vida do Reino Unido. As entrevistas foram feitas a cada 10 anos, desde 1990, e envolveram mais de 45 mil pessoas.

No período de 1990 a 1991, um em cada dez indivíduos de ambos os sexos afirmava ter feito sexo vaginal, oral e anal no ano anterior à pesquisa. A proporção passou para um a cada quatro homens e uma a cada cinco mulheres em 2010 a 2012. O maior aumento na prevalência de sexo oral e anal na última década foi observado na faixa entre 16 e 18 anos de idade.

Apesar da maior variação registrada, o sexo vaginal e o oral continuam sendo as práticas mais comuns entre adultos jovens, de acordo com o estudo.

Os pesquisadores descobriram que a idade média das primeiras experiências não mudou nas últimas décadas. A idade média da primeira experiência heterossexual relatada por homens e mulheres nascidos entre 1990 e 1996 foi de 14 anos. E a idade média da primeira relação sexual (oral, vaginal ou anal) foi 16.

O material foi avaliado por pesquisadores da Universidade College London, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres e do NatCen Social Research.

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Tempo maior na internet pode explicar aumento de suicídio entre adolescente http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/17/tempo-maior-na-internet-pode-explicar-aumento-de-suicidio-entre-adolescente/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/17/tempo-maior-na-internet-pode-explicar-aumento-de-suicidio-entre-adolescente/#respond Fri, 17 Nov 2017 21:11:03 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2467

O tempo gasto em frente às telas de computadores, tablets e smartphone pode explicar o aumento dos sintomas de depressão, comportamentos e pensamentos suicidas que tem sido registrado em jovens norte-americanos, principalmente entre as meninas. Essa é a conclusão de um novo estudo das universidades de San Diego e do Estado da Flórida. Os resultados reforçam a importância de se controlar a frequência de uso dessas mídias.

Os pesquisadores analisaram dados de mais de 500 adolescentes dos Estados Unidos, que participaram de duas pesquisas anônimas diferentes. Eles também analisaram as estatísticas de suicídio dos Centros para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) daquele país.

Os números são alarmantes: a taxa de suicídio entre meninas de 13 a 18 anos disparou 65% entre 2010 e 2015. O número de meninas que experimentam sentimentos de desesperança, que pensaram em acabar com a própria vida e chegaram a tentar aumentou 12%. E os relatos de sintomas depressivos graves entre as meninas também tornaram-se 58% mais comuns.

A maior mudança observada na vida desses jovens entre 2010 e 2015, segundo a equipe, foi, sem dúvida, o aumento do tempo gasto em frente às telas, em detrimento de horas investidas em outras atividades, como estudos, exercícios ou interações sociais. Ou seja: tudo indica que essa nova rotina é prejudicial à saúde mental.

Os pesquisadores descobriram que 48% dos adolescentes que passaram cinco ou mais horas por dia em dispositivos eletrônicos relataram pelo menos um sintoma relacionado ao suicídio, em comparação com apenas 28% daqueles que gastaram menos de uma hora por dia nos aparelhos. Os sintomas depressivos também foram proporcionais ao tempo de exposição.

As descobertas, publicadas na revista Clinical Psychological Science, reforçam que a melhor maneira de evitar essa consequência perigosa do uso excessivo da tecnologia é limitar a exposição a uma ou duas horas por dia.

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Bullying no trabalho aumenta risco de diabetes tipo 2 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/13/bullying-no-trabalho-aumenta-risco-de-diabetes-tipo-2/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/13/bullying-no-trabalho-aumenta-risco-de-diabetes-tipo-2/#respond Tue, 14 Nov 2017 01:16:31 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2463

Não são apenas crianças e adolescentes que sofrem com as consequências do bullying. Um grande estudo revela que ser humilhado por colegas no ambiente de trabalho aumenta em 46% o risco de uma pessoa desenvolver diabetes tipo 2.

A pesquisa, divulgada no jornal britânico Daily Mail, contou com 46 mil pessoas da Dinamarca, Suécia e Finlândia, que foram acompanhadas por 11 anos. Desse total,  9% tinham sido alvo de humilhações e um em oito participantes enfrentou ameaças ou agressões físicas – em geral vindas de clientes ou pacientes.

Estudos feitos nos Estados Unidos, porém, indicam que quase 20% dos trabalhadores já foram vítimas de bullying no emprego.

Segundo os pesquisadores, da Universidade de Copenhague, as mulheres são ainda mais vulneráveis ao risco de desenvolver diabetes por causa do bullying que os homens – para elas, o aumento registrado foi de 61%, enquanto para eles ficou em 36%.

Já enfrentar algum tipo de violência física ou ameaça gerou um risco 26% maior para ambos os sexos.

De acordo com os pesquisadores, o bullying leva à liberação de hormônios do estresse que podem interferir no metabolismo e na regulação do apetite, fazendo a pessoa buscar alimentos que geram conforto emocional, como doces ou itens gordurosos.

Outros trabalhos da mesma equipe já sugeriram que o medo de perder o emprego e longas jornadas de trabalho também elevam o risco de diabetes.

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Assédio sexual sem contato físico também causa sofrimento, mostra estudo http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/10/assedio-sexual-sem-contato-fisico-tambem-causa-sofrimento-mostra-estudo/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/10/assedio-sexual-sem-contato-fisico-tambem-causa-sofrimento-mostra-estudo/#respond Fri, 10 Nov 2017 22:45:28 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2461

Mesmo quando não envolve qualquer contato físico, um assédio sexual pode causar sintomas como ansiedade, depressão e baixa autoestima entre os jovens. É o que mostra um estudo realizado na Noruega com 3.000 alunos do ensino médio.

O trabalho, coordenado por pesquisadores do departamento de psicologia da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, mostrou que meninas e meninos são igualmente expostos ao assédio sexual sem contato físico. Isso inclui imagens ou comentários de cunho sexual em relação a aparência, comportamento ou orientação sexual, bem como receber atenção indesejada ou ser alvo de fofocas sobre sexo.

Entre os alunos entrevistados, 62% tinham sido alvo de uma situação desse tipo no ano anterior à pesquisa.

As meninas foram mais afetadas negativamente pelo assédio sexual do que os meninos, de acordo com os pesquisadores. Os resultados foram publicados no periódico International Journal of Public Health.

Como nem todo mundo encara gírias e insultos da mesma maneira, os pesquisadores pediram que os jovens relatassem apenas ações ou termos considerados ofensivos. Foram levados em conta outros fatores capazes de interferir no bem-estar, como ter pais separados ou desempregados, status de minoria sexual, de imigrante ou ter sofrido coação física ou agressão sexual antes da pesquisa.

A esquipe espera estudar, no futuro, possíveis práticas que ajudem a inibir o assédio sexual. Infelizmente, essa é uma cultura que está arraigada na nossa sociedade.

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DIU pode ser útil para evitar câncer de colo de útero, sugere estudo http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/08/diu-pode-ser-util-para-evitar-cancer-de-colo-de-utero-sugere-estudo/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/08/diu-pode-ser-util-para-evitar-cancer-de-colo-de-utero-sugere-estudo/#respond Wed, 08 Nov 2017 21:58:27 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2458

Uma revisão de estudos sugere que o DIU, dispositivo intrauterino utilizado como contraceptivo, pode ser útil na prevenção do câncer de colo de útero, o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres do mundo todo.

O trabalho, publicado no periódico Obstetrics & Gynecology, incluiu dados de 16 estudos observacionais considerados de boa qualidade, envolvendo mais de 12 mil mulheres dos mais diversos países.

Os autores da análise, da Universidade da Califórnia do Sul, concluíram que a incidência de câncer de colo de útero foi três vezes mais baixa entre usuárias de DIU, em comparação com não usuárias.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de  528 mil mulheres foram diagnosticadas com câncer de colo de útero no mundo em 2012, e 266 mil morreram em decorrência da doença. Os números têm aumentado, e a estimativa é que até 2035 serão 756 mil diagnósticos por ano, com 416 mil mortes.

No Brasil, o câncer de colo de útero é o que mais afeta as mulheres depois do câncer de mama e colorretal. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), mais de 5.400 brasileiras morreram por causa dessa neoplasia em 2013.

Como observam os autores do estudo, o diagnóstico precoce do câncer em países em desenvolvimento é dificultada pela falta de acesso aos exames regulares de papanicolau. A vacina contra o HPV, que protege contra os tipos de vírus mais associados ao câncer, está disponível no sistema público, mas a adesão ainda é limitada entre as jovens.

Os pesquisadores dizem que ainda é cedo para recomendar o DIU como um preventivo para o câncer. Porém, se os dados forem confirmados, a informação pode servir de estímulo para a escolha desse método contraceptivo de longa duração.

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Álcool pode dar mais prazer quando estrogênio está elevado http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/07/alcool-pode-dar-mais-prazer-quando-estrogenio-esta-elevado/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/07/alcool-pode-dar-mais-prazer-quando-estrogenio-esta-elevado/#respond Tue, 07 Nov 2017 22:39:39 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2456

Um estudo feito em animais revela que o cérebro fica mais sensível aos prazeres do álcool quando os níveis de estrogênio, o hormônio feminino, estão elevados. A descoberta pode ajudar a explicar a vulnerabilidade das mulheres à dependência.

Pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, descobriram que os neurônios de uma região do cérebro conhecida como “centro de recompensa” disparam mais rápido em resposta ao álcool quando o estrogênio está elevado. Os dados foram publicados no periódico PLOS ONE.

Quando os circuitos de recompensa no cérebro são estimulados, há liberação de dopamina, um neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar e, em altas doses, euforia. Quando alguém consome um chocolate, por exemplo, os neurônios dessa região disparam mais rápido. Assim, com o passar do tempo, as pessoas passam a buscar o alimento. Isso também acontece com drugas de abuso.

No trabalho, os pesquisadores utilizaram camundongos que tiveram a atividade cerebral medida por eletrodos. Eles foram expostos a álcool no período de pico de estrogênio e depois da ovulação, quando os níveis do hormônio caem. Diante do álcool, a atividade dos neurônios dobrou quando o hormônio estava no auge.

Os resultados do estudo podem significar que beber é mais prazeroso para as mulheres no período fértil, quando o hormônio feminino tem seu pico, o que poderia, em tese, levar ao consumo abusivo.

Claro que essa descoberta precisa ser confirmada em humanos, mas pode servir de alerta. Os homens sempre beberam mais, por uma questão cultural, mas isso está mudando no mundo todo. De acordo com Organização Panamericana de Saúde (Opas), nos últimos cinco anos a frequência de beber pesado periódico entre as brasileiras aumentou de 4,6% para 13%.

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Maconha e álcool interferem nas chances de sucesso na vida, diz estudo http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/06/maconha-e-alcool-interferem-nas-chances-de-sucesso-na-vida-diz-estudo/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/06/maconha-e-alcool-interferem-nas-chances-de-sucesso-na-vida-diz-estudo/#respond Mon, 06 Nov 2017 23:32:54 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2453

Adolescentes que bebem e fumam maconha com frequência são menos propensos a ter bom desempenho acadêmico, emprego em período integral, maior potencial socioeconômico e até uma tendência menor a se casar. É o que afirmam pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos.

O trabalho contou com 1.165 jovens, que foram monitorados a cada dois anos até chegarem a idades entre 25 e 34 anos. A maioria dos participantes que consumia álcool cronicamente tinha ao menos um membro da família alcoolista, o que mostra que eles já tinham uma propensão maior a se tornar dependentes.

Segundo os pesquisadores, o uso regular de álcool e maconha tem um efeito prejudicial para os jovens, que estão com o cérebro em desenvolvimento, e esse dano pode ter impacto na vida dos usuários mesmo décadas depois.

A equipe percebeu que o efeito foi mais deletério para os homens do que para as mulheres que consumiam as substâncias. Enquanto para eles o uso interferiu nos quatro quesitos avaliados, para as mulheres o comportamento não alterou a probabilidade de se casar e de conseguir um emprego em período integral.

O estudo ainda está em andamento, e os pesquisadores esperam analisar melhor as diferenças encontradas entre os sexos, bem como avaliar se há diferenças entre o consumo exclusivo de álcool ou de maconha. Os dados foram apresentados no Encontro Anual da Associação Americana de Saúde Pública, realizado em Atlanta.

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