Blog do Doutor Jairo Bouer http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br Neste espaço, Jairo Bouer publica informações atualizadas e opiniões sobre saúde, sexo e comportamento. Mon, 19 Feb 2018 15:15:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Namoro ajuda jovens gays e lésbicas a enfrentar melhor os problemas http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/02/19/namoro-ajuda-jovens-gays-e-lesbicas-a-enfrentar-melhor-os-problemas/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/02/19/namoro-ajuda-jovens-gays-e-lesbicas-a-enfrentar-melhor-os-problemas/#respond Mon, 19 Feb 2018 15:14:22 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2617

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Adolescentes gays e lésbicas são bem menos afetados por problemas como bullying e preconceito quando estão em um relacionamento do que quando estão sozinhos, mostra um estudo conduzido por pesquisadores norte-americanos. Segundo eles, esse efeito protetor é até mais forte que o exercido pelo apoio dos pais e dos amigos.

O trabalho foi conduzido pelo Instituto de Saúde e Bem-Estar de Minorias Sexuais e de Gênero da Faculdade de Medicina da Universidade Northwestern, em parceria com a Universidade de Cincinnati.

Os benefícios de se estar em um relacionamento romântico à saúde mental já foram muito bem documentados em adultos, mas há poucos estudos voltados para jovens e, especialmente, para os das chamadas minorias sexuais.

Os pesquisadores analisaram dados de 248 jovens de 16 a 20 anos da região de Chicago, identificados como gays, lésbicas, bissexuais e/ou transgênero, e entrevistados ao longo de um período de cinco anos.

A conclusão foi clara: quando se tem um parceiro para compartilhar tudo o que acontece no dia a dia, as coisas boas da vida são amplificadas e há uma sensação maior de apoio para enfrentar as dificuldades. Isso é particularmente importante numa época como a adolescência, que envolve tantos conflitos, e numa sociedade em que o preconceito contra homo e bissexuais ainda é frequente.

Mas os pesquisadores ressaltam que as vantagens foram mais perceptíveis entre gays e lésbicas. Para os bissexuais, os relacionamentos românticos parecem trazer algumas dificuldades que tornam esse benefício menos expressivo. Entre os participantes com essa orientação sexual, aqueles que estavam namorando apresentaram 19% mais propensão à angústia do que aqueles que estavam sozinhos. Entre gays e lésbicas, os que estavam em um relacionamento apresentaram 17% menos angústia.

Os resultados, apresentados no Journal of Abnormal Psychology, indicam que os bissexuais podem ter fontes de estresse específicas, que precisam ser discutidas para que essa população tenha menos sofrimento psicológico. Outros trabalhos já mostraram que mulheres bissexuais, por exemplo, percebem que seus parceiros encaram sua orientação sexual como uma ameaça à sua própria masculinidade, por exemplo.

De qualquer forma, a pesquisa reforça a importância de iniciativas que ajudem gays, lésbicas e bissexuais a conhecer outros jovens com a mesma orientação. Ainda que os encontros resultem apenas em novas amizades, isso pode contribuir muito para o bem-estar desses adolescentes.

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Primeiro encontro causa emoção comparável a de esportes radicais http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/02/16/primeiro-encontro-causa-emocao-comparavel-a-de-esportes-radicais/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/02/16/primeiro-encontro-causa-emocao-comparavel-a-de-esportes-radicais/#respond Fri, 16 Feb 2018 22:20:07 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2613

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Um estudo britânico sugere que a adrenalina liberada na primeira vez que você sai com uma paquera é comparável ao que as pessoas sentem ao praticar esportes radicais. Isso poderia explicar por que alguns indivíduos não sossegam nunca, e estão sempre trocando de parceiro.

O trabalho foi feito por uma equipe de cardiologistas da Universidade de Wolverhampton, que monitorou os batimentos cardíacos dos participantes em experiências consideradas excitantes, como saltar de paraquedas ou de tirolesa, bem como ao sair com alguém pela primeira vez.

A média de batimentos cardíacos durante uma aula de paraquedismo indoor, por exemplo, foi de 111 batidas por minuto, um resultado parecido com o que se obtém num encontro às cegas, em torno de 106.

Os pesquisadores também analisaram um levantamento feito com 2.000 adultos e descobriram que 54% das pessoas acham o primeiro encontro uma experiência extremamente emocionante. Um terço dos britânicos admitiu que já considerou desistir do encontro por causa do nervoso que estavam sentindo, e 45% confessaram que, na hora “H”, gaguejaram ou perderam o fio da meada durante a conversa.

O desconforto parece ser maior para as mulheres: dois terços delas disseram ficar nervosas demais antes do primeiro encontro. No entanto, apenas um quinto dos homens disse ficar relaxado e confiante nessas situações. Os dados foram divulgados no jornal britânico Daily Mail.

Os pesquisadores acreditam que experiências que tiram a gente da zona de conforto, como esses esportes radicais, poderiam até fazer as pessoas ficarem mais tranquilas ao sair com alguém  e até a lidar melhor com o estresse. Isso porque essas atividades ensinam que, depois do susto inicial, vem a curtição. Só não vale exagerar nos riscos – assim como é preciso buscar uma empresa idônea para pular de paraquedas, não dá para abrir mão da camisinha se as coisas esquentarem logo de cara.

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Consumismo não faz bem para o seu casamento, segundo pesquisadores http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/02/14/materialismo-nao-faz-bem-para-o-seu-casamento-segundo-pesquisadores/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/02/14/materialismo-nao-faz-bem-para-o-seu-casamento-segundo-pesquisadores/#respond Wed, 14 Feb 2018 23:02:39 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2608

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Pessoas que priorizam o dinheiro e o acúmulo de bens materiais tendem a ser mais insatisfeitos com o casamento. É o que mostra um estudo realizado pela Universidade Brighan Young, nos Estados Unidos.

Equipe coordenada pelo professor Jason Carroll entrevistou 1.310 indivíduos casados para chegar à conclusão. Eles responderam questões sobre o relacionamento conjugal, valores e interesses materiais.

Os resultados mostraram que a preocupação excessiva em acumular posses pode resultar em problemas financeiros, o que também é um fator de risco para os casamentos. Mas eles também indicaram que o consumismo tem outro efeito colateral – ele faz com que os relacionamentos fiquem em segundo plano.

Para os autores, quando o dinheiro é a principal fonte de prazer e felicidade, as pessoas acabam investindo menos tempo e energia para ter um casamento bem-sucedido, e a insatisfação surge como consequência.

Os pesquisadores acreditam que, embora seja difícil modificar valores pessoais, muita gente não tem plena consciência de quanto dá importância aos bens materiais. Pensar um pouco no assunto poderia fazer as pessoas equilibrarem melhor suas prioridades. As informações foram publicadas no Journal of Family and Economic Issues.

Vários estudos já mostraram que casais que investem de forma consciente no relacionamento tendem a ser mais satisfeitos, inclusive com a vida sexual. Assim como dinheiro não cai do céu, casamento também exige esforço e dedicação.

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Estudo associa bullying de irmão a risco de transtorno psicótico http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/02/12/estudo-associa-bullying-de-irmao-a-risco-de-transtorno-psicotico/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/02/12/estudo-associa-bullying-de-irmao-a-risco-de-transtorno-psicotico/#respond Mon, 12 Feb 2018 23:41:06 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2604

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Crianças que sofrem bullying dos irmãos são três vezes mais propensas a desenvolver transtornos psicóticos, como esquizofrenia e transtorno bipolar, no início da vida adulta. E aquelas que sofrem humilhações tanto em casa quanto na escola têm uma probabilidade quatro vezes maior, de acordo com um estudo britânico.

Pesquisadores do departamento de psicologia da Universidade de Warwick avaliaram dados de 3.600 crianças, que responderam a questionários sobre bullying aos 12 anos de idade e foram reavaliadas mais tarde, aos 18 anos.

Entre os integrantes do estudo, 664 relataram ser humilhadas ou agredidas com frequência pelos irmãos; 486 admitiram praticar bullying com os irmãos; e 771 eram tanto vítimas quanto praticantes desse tipo de agressão em casa.

Do total, 55 adolescentes apresentavam um transtorno psicótico no final da pesquisa. A maioria pertencia ao primeiro e ao último grupo (tinham sido vítimas ou então praticavam e sofriam bullying). E quanto maior a frequência dos episódios, maior foi o risco.

Os pesquisadores controlaram fatores que poderiam interferir nos resultados. Mesmo assim, eles admitem que problemas de relacionamento com irmãos e colegas podem até ser um sinal precoce de transtornos mentais, e aí o bullying poderia ser uma consequência em vez de causa. De uma forma ou de outra, eles recomendam que pais e profissionais de saúde fiquem atentos a esse tipo de agressão, e se lembrem que o problema pode acontecer em casa também.

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Celebridades interferem nas taxas de suicídio, mostra estudo http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/02/09/celebridades-interferem-nas-taxas-de-suicidio-mostra-estudo/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/02/09/celebridades-interferem-nas-taxas-de-suicidio-mostra-estudo/#respond Fri, 09 Feb 2018 23:58:16 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2601

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O número de suicídios nos Estados Unidos aumentou 10% nos meses após a divulgação, em 2014, de que o ator Robin Williams havia se matado, mostra um estudo da Universidade de Columbia, em Nova York, que acaba de ser divulgado na revista científica Plos One. Williams era famoso por sua atuação em comédias e filmes tocantes como Sociedade dos Poetas Mortos e Patch Adams.

Segundo os pesquisadores, foram registrados 18.690 suicídios no país de agosto a dezembro daquele ano, sendo que o esperado, para o período, era um total de 16.849 mortes por essa causa. O aumento foi mais marcante em homens de 30 a 44 anos, e até a forma usada pelo ator para tirar a própria vida foi mais frequente no período.

Várias pesquisas já haviam mostrado que o suicídio de gente famosa acaba funcionando como estímulo para muita gente que já considerava a ideia. Mas os autores acreditam que a internet intensificou o fenômeno. Eles contam que a morte de Kurt Cobain, da banda Nirvana, em 1994, não causou grande impacto nas estatísticas.

Os detalhes do suicídio de Williams foram incansavelmente repetidos na mídia por várias semanas, mas as primeiras reportagens não mencionavam que o ator vinha lutando contra um tipo de demência.

Os pesquisadores verificaram as taxas de suicídio do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, nos Estados Unidos, de 1999 a 2015, por idade, sexo e método. Eles também avaliaram o número de matérias sobre suicídio e também sobre o ator. Também houve aumento de posts no “SuicideWatch”, um fórum de suporte do Reddit voltado para o tema.

Estudos como esse até fizeram a Organização Mundial da Saúde elaborar uma lista de recomendações para os jornalistas que noticiam casos de suicídio, como evitar a divulgação do método usado, por exemplo. Aparentemente, esses cuidados não foram regra no caso do ator. Por outro lado, mídias sociais também podem ser uma ferramenta de prevenção, como têm mostrado algumas iniciativas.

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Seu parceiro também ganha quando você decide mudar http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/02/06/seu-parceiro-tambem-ganha-quando-voce-decide-mudar/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/02/06/seu-parceiro-tambem-ganha-quando-voce-decide-mudar/#respond Tue, 06 Feb 2018 23:27:22 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2598

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A influência de alguém pode ser fundamental para mudar um comportamento, como reduzir o consumo de álcool ou de calorias. Se esse alguém for seu parceiro, melhor ainda. Um estudo concluiu que, quando alguém decide seguir uma estratégia para perder peso, o companheiro acaba se beneficiando também.

Pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, acompanharam um grupo de 130 pessoas inscritas em um programa de emagrecimento ao longo de seis meses, e observaram o que aconteceu com os respectivos parceiros. Metade dos participantes participou de aulas do grupo Vigilantes do Peso e a outra recebeu as instruções por escrito.

Em ambos os grupos, os respectivos parceiros também perderam alguns quilos. Os dados, publicados na revista médica Obesity, revelam que os casais foram fiéis até no padrão de emagrecimento: quando um perdia peso rápido, o outro conseguia também. Quando um tinha mais dificuldade, o outro também demorava mais para ver o progresso na balança.

A perda média foi de 1,3 kg após três meses, e de mais 2 kg nos três meses restantes. Esses valores foram equivalentes a uma redução de aproximadamente 3% do peso corporal, uma mudança que já traz resultados positivos em termos de saúde.

Os autores do estudo acreditam que outros integrantes da família também podem se beneficiar desse “efeito cascata”. De fato, outras pesquisas já demonstraram que crianças obesas têm muito mais sucesso nas dietas quando a casa toda participa. Se você quer ajudar seu “ente querido” a fazer alguma mudança positiva na vida, portanto, tome a iniciativa.

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Desonesto é visto como incompetente ou esperto? Depende http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/02/05/desonesto-e-visto-como-incompetente-ou-esperto-depende/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/02/05/desonesto-e-visto-como-incompetente-ou-esperto-depende/#respond Tue, 06 Feb 2018 00:12:04 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2594

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Se você visse alguém roubar algum item em uma loja, você concluiria que essa pessoa é incapaz de fazer um bom trabalho? A maioria das pessoas sim, de acordo com uma pesquisa publicada pela Associação Americana de Psicologia.

Pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, e de Stanford, nos Estados Unidos, realizaram experimentos envolvendo mais de 1.500 pessoas e concluíram que, embora se possa argumentar que o comportamento moral de um indivíduo “na PF”, ou seja, na vida privada, possa não ter qualquer relação com sua competência profissional, a maioria das pessoas tende a confundir as coisas.

As equipes realizaram seis diferentes testes, em que simulavam diferentes cenários com sujeitos hipotéticos. Depois de ouvir as informações sobre os personagens, os participantes tinham que opinar se o sujeito era bom no trabalho, com notas de 1 a 10.

Em alguns casos, era dito que o personagem já tinha cometido alguma transgressão moral, como, por exemplo, roubar dinheiro destinado a uma instituição de caridade. Em outros, que o sujeito havia feito algo nobre, como doar dinheiro para os pobres.

Todos personagens que haviam feito algo moralmente inaceitável em sua vida privada foram classificados como menos competentes profissionalmente. O curioso é que, antes de um dos experimentos, os participantes chegaram a ser questionados se questões morais poderiam interferir na capacidade de uma pessoa fazer um bom trabalho, e associação foi negada.

De acordo com pesquisas anteriores, comportamentos imorais seriam vistos como exemplos de baixa inteligência social, algo que tem a ver com a capacidade de aderir às normas estabelecidas, se adaptar às situações e ajudar a gerenciar respostas agressivas de um colega de trabalho, por exemplo.

Então, em um dos experimentos, foi revelado que alguns dos personagens tinham altos níveis de inteligência social. Apenas nesses casos os indivíduos transgressores não foram classificados como menos competentes que os moralmente corretos. Ou seja: indivíduos imorais, mas socialmente inteligentes entram na categoria dos maquiavélicos e espertos, em vez de serem julgados como incompetentes.

Os dados, publicados no Journal of Personality and Social Psychology, mostram que as pessoas têm conceitos pré-estabelecidos sobre aspectos morais e competência, o que diz bastante sobre a velha ideia do “rouba mas faz”, atribuída a alguns políticos brasileiros.

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Sexting demais pode destruir um romance, segundo pesquisadores http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/02/02/sexting-demais-pode-destruir-um-romance-segundo-pesquisadores/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/02/02/sexting-demais-pode-destruir-um-romance-segundo-pesquisadores/#respond Fri, 02 Feb 2018 21:07:20 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2590

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Compartilhar imagens e mensagens picantes pelo celular, prática conhecida como sexting, pode servir como estímulo para a vida sexual. Mas um estudo mostra que isso também pode comprometer outros aspectos importantes do relacionamento.

Pesquisadores das universidades de Alberta, no Canadá, Indiana e do Estado de Illinois, nos Estados Unidos, analisaram duas amostras representativas de adultos comprometidos, heterossexuais ou homossexuais, de diferentes idades, etnias e níveis de educação e renda. Ao todo, foram entrevistadas 615 pessoas.

A análise mostrou que quem envia fotos, vídeos e textos eróticos com frequência para o parceiro, ou seja, algumas vezes por semana ou diariamente, tende a relatar maior satisfação com a vida sexual do que quem não faz sexting ou envia apenas mensagens.

No entanto, aqueles que praticam sexting diariamente se  mostraram muito menos satisfeitos em relação a outras questões – eles são mais inseguros e têm um nível menor de compromisso com o parceiro ou a parceira. Em outras palavras, eles são mais ambivalentes em relação ao relacionamento. Além disso, eles são mais propensos a consumir pornografia e a exibir comportamentos relacionados a infidelidade nas mídias sociais.

Os “hipersexters”, denominação que os autores usaram para quem envia textos e fotos eróticas todo dia, ou várias vezes ao dia, também são mais propensos a relatar que a tecnologia interfere na relação. Quer dizer: reclamam que o parceiro ou parceira está sempre na internet quando estão juntos.

O estudo, publicado na revista Computers in Human Behavior, é parte de um projeto maior, chamado Bem-Estar do Casal, que explora a dinâmica dos relacionamentos.

Lembre-se que deixar a tecnologia prevalecer sobre a relação a dois não dá certo: o outro se sente inseguro e negligenciado, e se vinga fazendo o mesmo, o que vira um ciclo vicioso. Será que em vez de se concentrar em textos e fotos sobre sexo não seria melhor investir na relação presencial?

 

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Semelhança com amigo pode fazer você confiar num estranho http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/01/30/semelhanca-com-amigo-pode-fazer-voce-confiar-num-estranho/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/01/30/semelhanca-com-amigo-pode-fazer-voce-confiar-num-estranho/#respond Wed, 31 Jan 2018 01:32:10 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2587

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Você é capaz de confiar em um estranho se essa pessoa se parecer com algum conhecido seu que é bom caráter, mesmo que não se dê conta disso, mostra um estudo realizado na Universidade de Nova York. Segundo psicólogos, nosso cérebro tende a fazer julgamentos morais instantâneos com base em experiências anteriores.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores realizaram uma série de experimentos com um jogo de investimento em que os participantes tinham que tomar decisões e confiar seu dinheiro a três jogadores diferentes, representados por imagens dos rostos deles. Um deles agia de forma confiável na maioria das vezes; o segundo, em só metade das ocasiões; e os últimos quase sempre pisavam na bola.

Em um segundo experimento, os mesmos voluntários participaram de um outro jogo parecido, e tiveram que selecionar novos parceiros. Desta vez, as faces dos jogadores foram transformadas para que mantivessem alguma semelhança física com os do jogo anterior. Os parceiros mais requisitados para uma rodada eram sempre aqueles que tinham sido os mais confiáveis na primeira vez.

Na terceira parte, os pesquisadores examinaram a atividade cerebral dos participantes durante a tomada de decisões em ambos os jogos, e viram que as regiões ativadas eram as mesmas da primeira tarefa. Os dados saíram na edição mais recente da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

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Insônia afeta 64% das mulheres no final da gravidez, mostra pesquisa http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/01/29/insonia-afeta-64-das-mulheres-no-final-da-gravidez-mostra-pesquisa/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/01/29/insonia-afeta-64-das-mulheres-no-final-da-gravidez-mostra-pesquisa/#respond Mon, 29 Jan 2018 23:18:56 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2584

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Dormir mal é uma queixa frequente entre as gestantes. Um estudo realizado na Espanha mostra que 64% delas sofrem de insônia no terceiro trimestre de gravidez. No primeiro e segundo trimestres, as proporções encontradas foram de 44% e 46%, que também não são baixas em comparação com os 6% registrados antes de engravidar.

Os resultados, obtidos por pesquisadores das universidades de Granada e de Jaen, foram publicados no periódico European Journal of Obstetrics & Gynecology and Reproductive Biology. O estudo contou com 486 gestantes saudáveis da região da Andaluzia.

As principal alteração percebida foi a fragmentação do sono, ou seja, a mulher acorda várias vezes no meio da noite. Mas muitas mulheres também apresentam maior dificuldade para pegar no sono, à noite, e acabam dormindo menos horas no total. O resultado é sonolência excessiva durante o dia. Ter filhos e ser obesa costumam agravar o quadro. E quem já tinha problemas antes da gravidez é quem mais sofre.

Os pesquisadores observam que a insônia pode aumentar o risco de problemas como pressão alta, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, depressão, parto prematuro e partos cirúrgicos de emergência. Além de prejudicar a qualidade de vida na gravidez. Apesar disso, esse fator nem sempre é levado em conta pelos profissionais de saúde.

Como as grávidas não podem tomar remédios para dormir, o tratamento deve ser comportamental. Os autores citam a prática de atividade física como um fator de proteção. Técnicas de relaxamento e medidas de higiene do sono também podem ajudar. O importante é que a mulher discuta o problema com o médico. Até porque, depois que o bebê chega, dormir várias horas seguidas é impossível.

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