Blog do Doutor Jairo Bouer

Estudo com ratos sugere que maconha dá preguiça
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Jairo Bouer

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Um estudo realizado em ratos de laboratório confirma a tese de que a maconha deixa o usuário preguiçoso, uma noção que sempre existiu, e até gera estigma, mas conta com pouco fundamento científico.

A maconha é conhecida por gerar sensação de euforia, alterações de percepção, redução da dor e aumento do apetite, entre outros sintomas. Esses efeitos são provocados principalmente por  dois componentes ativos da maconha: o canabidiol (CNB) e o tetrahidrocanabinol (THC).

Para verificar se alguma das substâncias interfere na motivação, pesquisadores da Universidade de British Columbia, no Canadá, treinaram grupos de ratos para realizarem determinadas tarefas: eles podiam optar entre realizar a mais difícil ou a mais fácil para obter uma recompensa melhor ou pior, respectivamente mais ou menos pedaços de açúcar.

Em condições normais, os ratos davam preferência à tarefa mais complicada, a fim de ser recompensados com mais alimento. Mas, depois de receberem o THC, eles passavam a escolher o desafio mais simples, recebendo menos doce como prêmio. Já o CNB não produziu o mesmo efeito.

O trabalho foi publicado no periódico Journal of Psychiatry and Neuroscience e divulgado noMedical News Today. Os autores observam que são necessários mais estudos para confirmar a tese e para entender melhor como o THC interfere na tendência a preferir ações que envolvem menor esforço físico. Com isso, talvez seja possível neutralizar esse efeito indesejado para quem utiliza a substância para fins medicinais.


Bem-estar psicológico melhora com a idade, diz estudo
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Muita gente acredita que envelhecer é ruim, mas um estudo mostra que, na verdade, as pessoas tendem a ser mais felizes conforme ficam mais velhas. De acordo com pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos, a sensação de bem-estar psicológico tende a aumentar de década para década.

O trabalho contou com mais de 1.500 participantes de diferentes idades, selecionados aleatoriamente e submetidos a testes de saúde física e mental. A análise mostrou que, apesar do declínio na memória e no aprendizado, natural do envelhecimento, os mais velhos apresentam níveis de saúde mental significativamente mais altos que os mais jovens.

Já indivíduos com 20 e 30 anos foram os que apresentaram os maiores níveis de estresse, ansiedade e depressão, apesar de muita gente achar que essas são as melhores fases da vida. Aparentemente, a maturidade faz com que as pessoas aprendam a regular melhor suas emoções e a tomar decisões com mais tranquilidade.

Os resultados, publicados no Journal of Clinical Psychiatry, contrariam a noção de que o envelhecimento do cérebro estaria atrelado a uma piora na saúde mental. Eles também servem de alento para quem acha que as coisas só pioram com o tempo.


Música pode melhorar trabalho em equipe, dizem pesquisadores
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Lojas, restaurantes, lanchonetes e outros estabelecimentos utilizam música ambiente para atrair e melhorar a experiência dos consumidores. Mas o que acontece com quem trabalha nesses locais? Um grupo de pesquisadores da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, decidiu avaliar esse impacto e descobriu que certas músicas têm pelo menos um efeito positivo: são capazes de melhorar o trabalho em equipe.

Os pesquisadores conduziram dois experimentos. No primeiro, 78 pessoas foram divididas em dois grupos – um era exposto a músicas alegres e com ritmo estável, como “Yellow Submarine”, dos Beatles, “Walking on Sunshine”, de Katrina and the Waves e “Brown Eyed Girl”, do Van Morrison. A outra metade ouviu bandas de heavy metal menos conhecidas. O nível de cooperação do primeiro grupo foi um terço mais alto que o do segundo.

Outro experimento repetiu o modelo, mas incluiu um terceiro grupo que trabalhou sem música nenhuma. De novo, os funcionários expostos às canções “alto astral” demonstraram maior capacidade de trabalhar em equipe do que os das outras turmas.

No artigo publicado no Journal of Organizational Behavior, os autores dão a dica: a trilha de um estabelecimento deve ser pensada não só para os frequentadores, mas também para quem trabalha no local. Ainda que uma pessoa não goste de certo tipo de música, ela pode ser influenciada de forma inconsciente por ela. Para o bem e para o mal.


Insatisfação no trabalho antes dos 30 anos interfere na saúde aos 40
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A satisfação (ou a falta dela) com o trabalho entre os 20 e 30 anos de idade pode ter impacto direto na saúde de uma pessoa aos 40, revela um estudo feito nos Estados Unidos.

Segundo pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio, embora o impacto também inclua aspectos físicos, é na saúde mental que a coisa pega mais. Quanto mais infeliz com o emprego e a carreira um adulto está por volta dos 28 anos, maior a probabilidade de vir a apresentar sintomas depressivos, preocupação excessiva e dificuldades para dormir dez ou doze anos depois.

Os autores, que apresentaram os dados no encontro anual da Associação Americana de Sociologia, afirmam que os efeitos do trabalho sobre o bem-estar físico e psicológico é cumulativo. Ou seja: quanto mais tempo de insatisfação a pessoa experimenta, maiores serão as consequências. E quanto mais cedo o indivíduo for capaz de melhorar suas condições, maiores as chances de atravessar os 40 com boa saúde mental.

O estudo contou com informações de mais de 6.400 norte-americanos de uma pesquisa nacional que teve início em 1979, quando os participantes tinham de 14 a 22 anos. Eles tinham que dar notas de 1 a 4 ao dizer o quanto estavam satisfeitos com o trabalho, e também dizer se os níveis foram sempre baixos, sempre altos, ou mudaram ao longo do tempo.

Cerca de 45% dos participantes apresentaram notas baixas consistentemente, enquanto só 15% deram notas altas ao longo da carreira. Além de reportar mais depressão e problemas de sono, os insatisfeitos também foram mais propensos a reclamar de problemas como dores nas costas e dores de cabeça. Já as taxas de diabetes e câncer foram mais ou menos semelhantes nos dois grupos.

Os participantes foram reavaliados somente aos 40 anos. Os autores observam que a depressão e o sono ruim também podem deflagrar doenças físicas, com o passar do tempo. Por isso, quem planeja ter uma velhice saudável deve refletir sobre a carreira e fazer algo por ela o quanto antes.


Ser autêntico no Facebook traz benefícios psicológicos, mostra estudo
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Muita gente tem mais facilidade para se expressar pela internet do que pessoalmente. Mas será que isso é bom? Segundo um estudo , quanto maior a diferença entre o comportamento de uma pessoa no Facebook e seu verdadeiro “eu”, maior a probabilidade de que ela tenha poucas conexões sociais e sofra de estresse.

O estudo foi publicado no periódico Cyberpsychology, Behavior and Social Networking por uma equipe de psicólogos da Universidade da Tasmânia, na Austrália.

A equipe, coordenada por Rachel Grieve e Jarrah Watkinson, entrevistou 164 pessoas, que falaram sobre a forma como costumam se apresentar no Facebook. Os participantes também preencheram questionários para avaliação de depressão, ansiedade, estresse e bem-estar.Os resultados mostraram que quanto mais autênticas são as pessoas na rede social, menor a propensão delas ao estresse e maior o número de conexões.

Os pesquisadores também perceberam que os indivíduos com mais facilidade de se expressar na internet do que na vida real são aqueles que mais postam conteúdos emocionais, e com uma motivação mais autocentrada – eles buscam chamar a atenção dos outros e querem se sentir validados por eles.

Os autores observam que o Facebook hoje conta com 1,7 bilhão de usuários, o que é uma parcela considerável da população mundial, estimada em 7,4 bilhões. Não é de se estranhar que a plataforma tenha servido de fonte para tantos estudos na área do comportamento humano.


Quem não se sente valorizado pelo parceiro tem sono ruim, diz estudo
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Você acha que o seu parceiro ou parceira de cama não te compreende direito, ou não dá muita bola para os seus sentimentos e necessidades? Então é provável que você não esteja dormindo muito bem. Segundo pesquisadores, a qualidade do relacionamento do casal interfere de forma importante no sono das pessoas.

O trabalho contou com a análise de um grande banco de dados de saúde e bem-estar com centenas de norte-americanos de meia-idade. Participaram do estudo equipes das universidades Middle East e Bilkent, na Turquia, e das universidades Cornell, Wayne State e Penn State, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores encontraram uma associação clara entre a certeza de ter o suporte do parceiro e um sono de boa qualidade. Segundo eles, isso acontece porque a sensação gera conforto, o que alivia a ansiedade e, como consequência, faz a pessoa dormir melhor.

Muitas pesquisas já provaram que um sono ruim pode aumentar o risco de condições como diabetes e hipertensão. Os resultados, publicados no periódico Social Personality and Psychological Science, reforçam a tese de que bons relacionamentos fazem bem à saúde. Por outro lado, uma relação ruim pode te deixar doente.


Exercício aeróbico protege cérebro de esquizofrênicos, diz estudo
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Um estudo britânico mostra que exercícios aeróbicos podem ajudar bastante quem sofre de esquizofrenia. O trabalho, feito na Universidade de Manchester, avaliou dados de dez estudos clínicos, com um total de 385 pacientes.

Os pesquisadores, coordenados por Joseph Firth, descobriram que cerca de 12 semanas de treinamento físico aeróbico podem melhorar significativamente o funcionamento do cérebro dos indivíduos com o transtorno. Os dados foram publicados no periódico Esquizofrenia Bulletin.

As fases agudas da esquizofrenia são marcadas por alucinações e delírios, geralmente tratáveis com medicação. No entanto, muitos pacientes se preocupam com déficits cognitivos associados à doença, como falta de memória, processamento alterado das informações e perda de concentração.

Exercícios como corrida, caminhadas e uso da bicicleta ergométrica podem, junto com os remédios, a manter o cérebro afiado, segundo os pesquisadores. Vale lembrar que indivíduos saudáveis também têm o mesmo benefício com a atividade física.


Se beber, case: estudo mostra que união protege contra abuso de álcool
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Você acha que as pessoas tendem a beber mais ou menos depois de juntar os trapos? Bom, claro que depende do relacionamento, mas, em geral, indivíduos casados ou que vivem em união estável costumam beber menos – com menor frequência e em menor quantidade, que os solteiros, de acordo com um estudo.

Para pesquisadores da Universidade de Virginia, nos Estados Unidos, a vida a dois costuma gerar uma redução no consumo de álcool. Os resultados aparecem no periódico Psychology Journal of Family.

Estudos anteriores já tinham apresentado conclusões semelhantes, mas não era possível saber se a união é que teria um efeito protetor ou se, na verdade, pessoas que bebem menos seriam mais propensos a se casar ou juntar os trapos.

Para obter essa resposta,  os pesquisadores examinaram o comportamento de 2.425 pares de gêmeos do mesmo sexo para ver se a tendência era a mesma em pessoas que compartilham as mesmas origens genéticas ou familiares.

A equipe percebeu que os casados bebiam menos que seus irmãos gêmeos solteiros. Isso reforça a tese de que viver com alguém é mesmo um fator de proteção contra o abuso de álcool, provavelmente pela sensação de estar sendo monitorado pelo parceiro ou parceira.

Curiosamente, os pesquisadores descobriram que os participantes casados tendem a beber numa frequência ainda menor que a dos que vivem em união estável. E que, uma vez separado, ele tende a beber em quantidades maiores, mas não necessariamente com frequência maior.


Estudo com mulheres mostra relação entre álcool e sexo desprotegido
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Jairo Bouer

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Uma pesquisa feita nos Estados Unidos mostra que mais de dois terços, ou 70%, das universitárias abriram mão da camisinha na  relação sexual mais recente envolvendo álcool.

O levantamento, feito por uma equipe da faculdade de medicina da Universidade de Cincinnati, contou com uma amostra de 287 mulheres de 18 a 24 anos, principalmente caucasianas. Elas descreveram seus comportamentos em relação a sexo e uso de álcool nos 30 dias anteriores à entrevista.

O estudo, publicado no Journal of Behavioral Medicine, revelou que a maioria das jovens havia  consumido álcool em excesso antes do sexo e que isso coincidiu com a ausência do preservativo. Diversas pesquisas comprovam que substâncias como álcool e drogas fazem as pessoas relaxarem na prevenção a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). O comportamento também pode levar à gravidez indesejada.

Nos Estados Unidos, 70% dos jovens de 18 a 24 anos bebem, proporção bem parecida com a encontrada no Brasil. E 40% das mulheres ultrapassam o limite recomendado de consumo de bebida alcoólica, segundo os autores.


Viver só também pode ser bom, aponta estudo
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Jairo Bouer

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É bom ter alguém para dividir a cama e a rotina, e há até estudos que apontam os benefícios da vida a dois para a saúde. Mas uma revisão de mais de 800 pesquisas científicas, envolvendo milhares de pessoas, revela: ser solteiro também tem suas vantagens. Por isso, nada de desespero.

Numa época em que só fica sozinho quem quer, graças a redes sociais e aplicativos de encontros, pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, nos Estados Unidos, decidiram checar se esse status é algo tão ruim quanto muita gente faz parecer. E a conclusão, apresentada na convenção anual da Associação Americana de Psicologia, é que o medo da solidão acaba obscurecendo muitos dos benefícios da “carreira solo”.

Segundo os autores, liderados por Bella DePaulo, solteiros ou divorciados tendem a crescer mais como pessoas, em termos psicológicos, do que casados. Eles buscam ocupações que trazem mais significado para a vida, talvez porque não vivam tão preocupados em sustentar a família. E, além disso, são mais conectados com parentes, amigos, vizinhos e colegas de trabalho, já que casar e ter filhos leva muita gente a se isolar em seu próprio núcleo.

Um dos estudos analisados mostrou que os solteiros são mais propensos a apresentar mais determinação e resiliência. Mas outro lembrou que viver só exige uma porção extra de autossuficiência – quanto mais presente é essa característica, menor a propensão a experimentar emoções negativas. Curiosamente, o resultado foi o oposto para os casados.

Os pesquisadores ressaltam que há mais solteiros do que nunca nos Estados Unidos. Se em 1976 apenas 37,4% da população não era casada, hoje a parcela é de 50,2%. No Brasil não é diferente: em 2013 havia 49% de solteiros e 6% de divorciados, segundo o IBGE.  Claro que, como os autores deixam claro, a ideia não é mostrar que um status é melhor do que outro. Mas é aquela história: cada um tem que buscar o que faz mais sentido para si. Nem todo mundo precisa estar acompanhado para ser feliz.