Blog do Doutor Jairo Bouer

Ficar mal de vez em quando não faz tão mal assim
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Jairo Bouer

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Para muitos estudantes, dezembro é o mês do estresse e do mau humor, pois coincide com provas finais. Se esse for o seu caso, anime-se: um estudo sugere que experimentar emoções negativas de vez em quando pode resultar em um melhor desempenho acadêmico. Mas só se for de vez em quando.

O trabalho foi conduzido por psicólogos da Universidade Concórdia, no Canadá, e contou com 187 alunos de primeiro ano de uma grande faculdade, acompanhados durante quatro anos. Aqueles que tinham crises ocasionais apresentaram as melhores notas ao término do curso.

Por outro lado, aqueles que relataram níveis altos de ansiedade e depressão com maior frequência foram os que tiveram as piores notas. Os dados foram publicados no periódico Developmental Psychology.

Para os autores, os resultados demonstram que tanto as emoções positivas quanto as negativas têm seu papel no sucesso. Para quem está bem na maior parte do tempo, os momentos críticos podem até melhorar a motivação. Já se o sofrimento for constante, é fundamental buscar ajuda.


Epidemia da Aids não cede no Brasil, e 112 mil desconhecem ter o vírus
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Jairo Bouer

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Dados apresentados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (30), véspera do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, mostram que o número de novas infecções por HIV não tem diminuído no país. São mais de 41 mil novos casos por ano, total que se mantém estável há bastante tempo. Para piorar, dos 827 mil brasileiros que hoje convivem com o vírus, 112 mil desconhecem a sua condição.

O país segue a tendência mundial. O relatório da Unaids, o programa conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, revelou, na semana passada, que em 2015 houve 2,1 milhões de casos novos, total que tem se mantido estável nos últimos cinco anos.

A boa notícia é que a taxa de detecção da Aids em crianças com até 5 anos apresentou uma queda de 36% de 2010 para cá, no Brasil. Isso significa que o cuidado com gestantes soropositivas tem evitado a transmissão vertical (na gravidez ou no momento do parto), o que também vem ocorrendo em outras partes do mundo.

A mortalidade por Aids também vem apresentando queda – se em 1995 havia quase 10 mortos para cada 100 mil habitantes pela doença, em 2015 foram 5,6.

Mas ainda há muito motivo para preocupação. Existem 372 mil soropositivos sem tratamento para controlar o HIV, o que eleva a chance de transmissão para outras pessoas. A maior parte sabe que está infectada, mas não tem coragem de aceitar a condição.

Os dados mostram que garotas e jovens gays de populações mais excluídas continuam os mais vulneráveis à doença, pela falta de acesso às estratégias de diagnóstico e prevenção, algo que deveria ser reforçado nas escolas e nas mídias sociais. Enquanto isso não mudar, a epidemia não vai ceder.


HPV não é só “assunto de mulher”
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Um estudo feito nos Estados Unidos mostra que o papilomavírus humano (HPV) ainda é visto como “assunto de mulher”, apesar de a infecção ser responsável pelo câncer em ambos os sexos.

O trabalho foi feito na Virginia, o primeiro estado norte-americano a impor a vacinação contra o HPV às meninas de 11 a 12 anos, em 2008. Desde então, a pesquisadora Maggie Pitts e sua equipe, da Universidade do Arizona, têm avaliado as mensagens sobre o tema que são transmitidas à população.

A equipe conversou com 84 jovens do sexo masculino e descobriu que, embora a maioria já tivesse ouvido falar no vírus, não sabia da existência da vacina e muito menos fazia ideia de que a imunização era útil para evitar o câncer em ambos os sexos. Os resultados foram apresentados em uma conferência recente da Associação Nacional de Comunicação, na Filadélfia, e também publicados, este ano, no periódico científico Health Communication.

Para os pesquisadores, a maior parte da população ignora o papel masculino nas infecções por HPV, e a própria indústria farmacêutica, bem como a classe médica, não ajudam a modificar a falsa noção de que o problema é só das mulheres.

Como consequência, pesquisas mostram que, naquele país, apesar de a vacina já ser oferecida para ambos os sexos há algum tempo, 40% das meninas tendem a completar as doses, enquanto apenas 22% dos meninos vão até o fim. Vale mencionar que, no Brasil, a imunização só será oferecida gratuitamente para meninos a partir do ano que vem.

Embora as meninas tenham um alto risco de contrair o vírus, elas são infectadas pelos parceiros. Além disso, os homens também correm risco de desenvolver um câncer associado ao papilomavírus em regiões como boca, garganta, ânus e pênis.

Grande parte das infecções também pode ser evitada com o uso da camisinha, inclusive no sexo oral. É importante que as pessoas tenham consciência da responsabilidade que têm não só pela própria saúde, como também do parceiro ou da parceira.


Não basta mandar seu filho dormir cedo; você deve fazer o mesmo
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Um estudo indica que a duração do sono de uma criança é influenciada pelo padrão dos pais. Em outras palavras, para fazer os filhos dormirem mais, o que é fundamental para a prevenção de diversos problemas, a família inteira precisa reavaliar sua rotina.

O trabalho, publicado no Journal of Clinical Sleep Medicine, também mostra que a simples confiança dos pais na capacidade de melhorar o sono dos filhos pode trazer benefícios.

Os pesquisadores, da Faculdade de Medicina de Harvard, avaliaram 790 pais, com idade média de 41 anos e filhos entre 6 e 12 anos de idade. Ao todo, 57% relataram sentir muito ou extremamente confiantes de que seriam capazes de ajudar os jovens a dormir melhor. E essas crianças, de acordo com os resultados, tinham quase meia hora a mais de sono por dia em relação aos filhos de pais menos crentes.

A equipe descobriu que as crianças dormiam um pouquinho mais a cada hora de sono que os pais conseguiam acrescentar à sua própria rotina.

O estudo também avaliou a relação entre a duração do sono dos filhos com o tempo que os pais dedicam à TV e ao computador, mas não encontrou influência significativa. Ou seja: para melhorar o sono da criança, não basta desligar as telas e diminuir as luzes de casa – os pais também precisam dormir.

A Academia Americana de Medicina do Sono recomenda que crianças entre 6 e 12 anos durmam de 9 a 12 horas por dia para ter boa saúde. Nessa faixa etária, o descanso adequado beneficia o comportamento, o aprendizado e até a segurança dos pequenos.


Transtornos mentais e doenças físicas costumam andar juntas
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Certas doenças tendem a ocorrer com mais frequência em crianças e adolescentes com transtornos mentais prévios. Pesquisadores descobriram que, nessa faixa etária, é comum que artrite e doenças do aparelho digestivo apareçam após a depressão, enquanto transtornos de ansiedade tendem a ser seguidos por doenças da pele.

As conclusões fazem parte de um trabalho financiado pela Fundação Nacional de Ciência, da Suíça, que contou com pesquisadores da Universidade da Basileia, e também da Universidade Ruhr de Bochum, na Alemanha.

Os resultados, publicados na revista PLoS ONE, foram obtidos a partir de uma amostra representativa de 6.500 jovens dos Estados Unidos, com idades entre 13 e 18 anos.

Assim como um transtorno mental pode preceder uma doença física, o oposto também pode ocorrer. Os pesquisadores verificaram que é comum que o jovem desenvolva um transtorno de ansiedade depois de apresentar problemas cardíacos.

Outra descoberta da equipe é associação entre a epilepsia e o posterior surgimento de transtornos alimentares como a bulimia e a anorexia. Esse fenômeno já tinha sido descrito em relatos isolados, mas agora foi confirmado em um número maior de adolescentes.

Conhecer as doenças que mais costumam andar de mãos dadas pode abrir caminho para abordagens de prevenção e tratamento mais eficazes no futuro.


Que tal uma banheira cheia de refrigerante?
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Imagine uma banheira cheia de bebidas açucaradas. Um estudo mostra que adolescentes de 11 a 18 anos bebem quase o equivalente a isso por ano. E crianças de 4 a 10 anos consomem metade dessa quantidade, o que também é preocupante. O cálculo foi feito pelo instituto de pesquisa Cancer Research, no Reino Unido.

Segundo o levantamento, que contou com um vasto banco de dados de saúde e nutrição daquele país, crianças pequenas e adultos têm consumido o dobro da quantidade máxima aceitável de açúcar. Já na faixa de 11 a 18, a ingestão chega ao triplo, sendo que as bebidas são a maior fonte de açúcar na dieta desses jovens.

A preocupação dos pesquisadores é com a obesidade, já que uma criança com peso excessivo tem uma probabilidade cinco vezes maior de se tornar um adulto obeso. Com os quilos a mais,  risco de câncer, diabetes e outras doenças aumenta significativamente.

Representantes do Cancer Research também divulgaram um relatório recente mostrando que aumentar imposto sobre bebidas com açúcar adicionado em 20% poderia prevenir 3,7 milhões de casos de obesidade na próxima década. Enquanto políticas públicas como essa não são aprovadas, é preciso contar com informação e consciência.


Machismo pode ser prejudicial à saúde mental dos homens
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Homens que se enxergam como garanhões, ou que sentem ter poder sobre as mulheres são mais propensos a ter problemas de saúde mental do que os colegas que não são assim, de acordo com uma pesquisa publicada pela Associação Americana de Psicologia.

Pesquisadores da Universidade Indiana Bloomington revisaram um total de 78 estudos científicos, envolvendo mais de 19.400 participantes, sobre os temas. Eles analisaram a relação entre uma saúde mental mais frágil e a conformidade com certos traços associados a masculinidade e machismo, como desejo de controle emocional, sensação de poder sobre as mulheres, prioridade no trabalho, desejo de vencer, atração por violência e risco, promiscuidade sexual e desprezo por homossexuais.

Os traços mais associados a problemas psicológicos ou psiquiátricos, segundo os pesquisadores, foram: autoconfiança, poder sobre as mulheres e comportamento de garanhão. Além de ter uma saúde mental mais frágil, eles também são menos propensos a buscar tratamento, o que tende a agravar os quadros. Os resultados foram publicados no Journal of Counseling Psychology.

Se o machismo pode causar ou ser causa de problemas psicológicos no homem, isso certamente tem algum impacto na saúde mental das mulheres que convivem com ele.

A equipe também fez outras duas descobertas interessantes: a característica masculina de priorizar o trabalho acima de tudo não foi significativamente associada a problemas de saúde mental. Já a atração por risco trouxe resultados bons e também ruins, mostrando que essa característica pode ter tanto consequências psicológicas positivas quanto negativas.

 

 


Mulheres boazinhas ganham menos que as colegas, mostra estudo
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Jairo Bouer

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Um estudo mostra que quanto mais boazinha e agradável é uma mulher, menor tende a ser o seu salário. O trabalho, que avaliou o currículo de funcionários e características tidas como mais masculinas ou femininas no ambiente de trabalho, foi publicado no The European Journal of Work and Organizational Psychology.

Mulheres dominantes e assertivas, que expressam claramente suas expectativas, ganham melhor do que suas colegas mais acomodadas, algo que também ocorre com os homens, segundo pesquisadores da Universidade de Tel Aviv. No entanto, as mulheres “alfa” ainda ganham menos do que os homens mais “bonzinhos”, de acordo com o estudo, o que é alarmante.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores entrevistaram aleatoriamente 375 homens e mulheres de uma multinacional dinamarquesa comum total de 1.390 empregados. Eles analisaram o currículo, a experiência e o nível de produtividade de cada um, e depois compararam os salários.

Os autores perceberam que as mulheres, de um modo geral, se dedicam mais e recebem menos, em relação aos homens. Para piorar, eles também descobriram que as mais prejudicadas, nas empresas, não têm noção disso, e até acreditam ganhar melhor do que deveriam.

Os pesquisadores esperam, agora, replicar o estudo em Israel e nos Estados Unidos, a fim de confirmar a hipótese.


Estudo mostra uma em cada seis meninas já teve depressão
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A taxa de adolescentes que relatam ter sido diagnosticadas com depressão aumentou 37% em uma década, segundo um levantamento feito nos Estados Unidos, pela Universidade de Johns Hopkins.

A taxa de episódios depressivos em adolescentes era de 8,7%, em 2005, e a proporção subiu para 11,3%, em 2014. Ao levar em conta apenas as meninas, a taxa passou de 13,1% para 17,3%.  Ao se analisar o gráfico, a linha permanece estável até 2011, quando houve um aumento expressivo. Os pesquisadores admitem que houve um leve aumento no número de visitas a especialistas, mas nada que justifique essa elevação.

O estudo analisou dados de 2005 a 2014 em relação à chamada “depressão maior”, que envolve, entre outros sintomas, a perda de interesse ou prazer nas atividades diárias por no mínimo duas semanas. No total, o estudo contou com 176 mil adolescentes, de 12 a 17 anos, e 180 mil jovens adultos, de 18 a 25 anos.

Os resultados, publicados na revista Pediatrics, destaca a necessidade de se dar atenção à saúde mental dos jovens. As taxas de suicídio na adolescência têm aumentado, tanto que um estudo recente mostra que elas já superam a de mortes por acidente de carro na faixa de 10 a 14 anos.

 


Amor de pai pode interferir no desempenho acadêmico do filho
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O amor e a proximidade de um pai tem influência especial sobre os jovens,  e faz com que se sintam mais otimistas e determinados a lutar pelas coisas. Além disso, é capaz de fazer com que as meninas tenham melhores notas de matemática e os meninos, maior habilidade em português.

As conclusões acima foram obtidas em um estudo realizado na Universidade do Texas, nos Estados Unidos, e publicado no periódico Sexual Roles.

O trabalho teve como foco famílias de baixa renda e minorias étnicas no país, e contou com quatro escolas de ensino médio. Os pesquisadores avaliaram questionários de 183 alunos do sexto ano para avaliar fatores como motivação, notas, habilidades e relação com os pais.

Pais presentes, segundo os resultados, afetaram as crenças dos adolescentes em si mesmos e no seu futuro. A autoconfiança também teve efeitos sobre o desempenho acadêmico dos filhos, mas eles foram diferentes para  meninas e meninos.

Para os autores, é importante incentivar os pais a se comunicar melhor com os filhos, manifestando afeto e aceitação, já que esse cuidado pode ser determinante no futuro de um indivíduo, e até mesmo de uma comunidade.