Blog do Doutor Jairo Bouer

Por que afogar as mágoas no álcool é perigoso? Estudo ajuda a explicar
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Jairo Bouer

vinho615

Tomar um porre realmente ajuda a afogar as mágoas? Infelizmente sim, segundo um estudo. Para piorar, esse suposto efeito antidepressivo se inicia rápido e não demora para acabar, o que torna a bebida ainda mais atraente – e perigosa – para quem está triste ou deprimido.

Cientistas liderados por Kimberly Raab-Graham, professor de fisiologia e farmacologia da escola de medicina do Wake Forest Baptist Medical Center, nos Estados Unidos, dizem ter descoberto o caminho bioquímico que faz o álcool funcionar como uma espécie de antidepressivo.

As conclusões, publicadas na revista Nature Communications, explicam por que é tão comum que pessoas com depressão sejam dependentes de álcool e vice-versa.

Usando um modelo animal, eles observaram que uma dose alta de álcool é capaz de bloquear receptores de um tipo de proteína associada ao aprendizado e à memória. E, junto com uma outra proteína, chamada de FMRP, faz com que um neurotransmissor conhecido como GABA passe a estimular, em vez de inibir, a atividade dos neurônios.

Tudo isso pode parecer complicado, mas o que interessa é que esse caminho bioquímico é parecido com o que é provocado por certas substâncias antidepressivas de ação rápida que ainda estão em estudo. Os pesquisadores também descobriram que esse efeito do álcool dura ao menos 24 horas.

Os autores ressaltam que se automedicar com álcool é extremamente perigoso, pois, invariavelmente, esse hábito se transforma em vício. Mas o trabalho também faz lembrar que dar a devida atenção a sintomas depressivos é uma forma de evitar que o envolvimento com álcool – tão comum na nossa sociedade – acabe levando à dependência.


Testosterona pode tornar homens mais generosos…em certos casos
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Jairo Bouer

ACORDO615

Um pequeno, mas curioso, estudo mostra que a testosterona, hormônio masculino associado a músculos e agressividade, pode tornar os homens mais generosos. Mas só quando isso traz alguma vantagem para eles.

Diversos estudos mostram que o hormônio masculino leva a um aumento de respostas agressivas em situações de provocação. Para avaliar os efeitos da testosterona, pesquisadores da Universidade College Dublin, na Irlanda, deram injeções a 40 homens jovens e saudáveis. Metade recebeu o hormônio de verdade, enquanto a outra recebeu placebo, ou seja, uma substância sem qualquer efeito.

Depois, todos os participantes foram submetidos a um jogo bastante usado por psicólogos e economistas para avaliar características como senso de justiça, colaboração e agressividade. O teste consiste em dar uma quantia em dinheiro ao participante para que ele divida com um parceiro. Ele tem que fazer uma única proposta e, se o parceiro achar justo, cada um fica com a sua parte. Se ele disser “não”, ninguém recebe nada.

A versão do jogo adotada no estudo permitia que o indivíduo testado punisse ou recompensasse o oponente. Cumprindo as expectativas, os homens que receberam testosterona foram mais propensos a punir o adversário – mesmo que isso envolvesse punir a si mesmo e ficar sem o dinheiro.

Porém, ao receber uma quantia maior de dinheiro, os participantes com mais hormônio foram mais generosos do que os que receberam placebo.

Para os autores, os resultados mostram que, enquanto em certos animais o hormônio leva ao simples aumento na agressividade e no ímpeto de mostrar “quem manda”, nos primatas o efeito pode ser mais complexo. Para homens com mais testosterona, a tendência é mostrar quem manda, sim, mas também agir de forma cooperativa quando isso envolve um aumento de status.

As conclusões foram publicadas no periódico Proceedings of the National Academy of Scientists e divulgadas no jornal britânico Daily Mail.


Forma como mulher responde a problemas depende do ciclo menstrual
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hormonio615

Um estudo sugere que a forma como o cérebro de uma mulher reage diante de um problema depende da fase em que ela se encontra do ciclo menstrual.

Vários experimentos já mostraram que os hormônios predominantes nas mulheres  – estrogênio e progesterona – têm efeitos específicos sobre o cérebro.

Por isso, pesquisadores da Universidade Concordia, em Montreal, no Canadá, decidiram investigar se isso teria influência sobre a memória e a capacidade de resolver problemas. E a resposta foi positiva.

Os resultados, publicados no periódico Psychoneuroendocrinology, envolveram a análise de 45 mulheres com ciclos menstruais regulares, submetidas a diferentes tipos de tarefas.

De acordo com o estudo, nos dias em que o estrogênio está mais alto, o cérebro da mulher acessa um sistema de memória que envolve uma área conhecida como hipocampo na hora de solucionar os quebra-cabeças do dia a dia. Já quando esse hormônio está mais baixo, o que ocorre no final do ciclo, o mecanismo envolve uma outra área, o estriado.

Segundo os pesquisadores, uma das estratégias não é necessariamente melhor ou pior que a outra. Apenas são usados mecanismos diferentes diante de um mesmo tipo de estímulo.

Apesar disso, eles perceberam que, durante a ovulação, quando o estrogênio está no pico, as mulheres se saíram melhor em tarefas de memorização, como decorar palavras, por exemplo. Já no fim do ciclo, tiveram resultados melhores em jogos de navegação. As informações são do site Medical News Today.


Quanto você acha que bebeu pode depender de quem está ao seu lado
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Quando você está bêbado e rodeado por pessoas que também beberam muito, sua autoconsciência se altera, de acordo com um estudo. Isso significa que você passa a se basear nos outros para julgar seu nível de bebedeira, em vez de se dar conta da quantidade de álcool que consumiu.

A conclusão, obtida por pesquisadores da Universidade Cardiff, no Reino Unido, foi divulgada na revista médica de acesso livre BMC Public Health.

A pesquisa contou com 1.862 indivíduos, provenientes de diferentes grupos sociais e com idade média de 27 anos. Eles foram avaliados em bares ou festas, ou seja, em situações reais. Os pesquisadores aplicaram testes para medir a quantidade de álcool consumida entre 8 da noite e 3 da manhã. Cerca de um terço dos participantes também teve que responder a algumas perguntas, como “você bebe muito ou pouco?” e “se você bebesse essa mesma quantidade toda semana você acha que pode ter algum problema de saúde daqui a 15 anos?”.

A equipe percebeu que os amigos ou companheiros de bar têm um papel importante na visão que uma pessoa tem sobre seu próprio consumo de bebida. Quem bebe ao lado de alguém sóbrio tende a ter mais consciência sobre os riscos de exagerar do que quem anda em grupos mais homogêneos, em que todos bebem bastante.

Mesmo assim, a maioria dos bebedores enxergou seu nível de consumo e seus riscos como moderados, apesar de terem ultrapassado os limites.

Os autores sugerem que mais estudos sejam feitos para avaliar a influência do grupo na percepção individual de consumo de álcool. Mas se você está querendo evitar a ressaca, talvez seja bom se cercar de amigos sóbrios neste fim de semana.


Estudo associa sono ruim na adolescência a uso de álcool e drogas
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Um estudo norte-americano revela que existe uma conexão entre dormir mal no início da adolescência e ser mais propenso a abusar de álcool ou drogas mais tarde, no início da vida adulta.

Psicólogos e psiquiatras da Universidade de Pittsburgh avaliaram 186 garotos que tiveram seus hábitos de sono analisados aos 11 anos, por meio de questionários respondidos por suas mães. Aos 20 anos, os mesmos jovens foram entrevistados sobre o consumo de bebida alcoólica e maconha.

Os pesquisadores descobriram que os garotos que tinham uma qualidade de sono ruim ou dormiam menos do que o recomendado foram mais propensos a usar as substâncias precocemente, além de apresentar maior frequência de uso e mais episódios de abuso.

A associação foi observada mesmo depois de isolados fatores que poderiam interferir no risco, como problemas socioeconômicos. Os resultados foram publicados no periódico Drug and Alcohol Dependence.

Os dados reforçam a ideia de que prestar atenção no sono das crianças e do adolescentes é uma forma de evitar que eles tenham problemas com drogas ou bebida no futuro.


Pokémon Go distrai motoristas e pedestres, alerta estudo
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SMARTPHONE615

Dirigir e pegar Pokémon ao mesmo tempo não é uma boa ideia. Para fundamentar o alerta, que parece óbvio, pesquisadores da Universidade do Estado de San Diego, na Califórnia, divulgaram a análise de uma série de posts no Twitter e de reportagens no Google News.

A equipe partiu de uma amostra aleatória de 4.000 tweets e de notícias com os termos Pokémon, “dirigir” ou “dirigindo”, publicados no período de dez dias do mês de julho. Os dados foram publicados no periódico médico Jama Internal Medicine.

Os pesquisadores revelaram que 33% dos tweets indicavam que um motorista, passageiro ou pedestre estava distraído com o Pokémon Go – o que foi equivalente a um total de quase 114 mil incidentes reportados no microblog, segundo o Jama.

Desses tweets, 18% sinalizavam que uma pessoa estava jogando e dirigindo, ou seja, continham conteúdos do tipo “ai, meu Deus, estou dirigindo e pegando Pokémon”. Outros 11% indicavam que o jogador era um passageiro; e 4%, que o pedestre era quem estava jogando.

A análise também diz que 14 batidas foram atribuídas ao game de realidade aumentada no mesmo período, inclusive o caso de um jogador que bateu o carro numa árvore.

Para os autores, os resultados podem incentivar medidas de segurança por parte das empresas que produzem esse tipo de jogo. Segundo a Associação Americana de Automóveis, 59% de todos os acidentes de trânsito com jovens envolvem uma distração ocorrida segundos antes da fatalidade.


Ver filmes e seriados faz bem para o casamento, diz estudo
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Quanto mais filmes e seriados um casal vê junto, melhor o relacionamento. É o que mostra um estudo feito por psicólogos da Universidade de Aberdeen, no Reino Unido. E quem não gosta de TV pode ter os mesmos benefícios lendo os mesmos livros.

Para os pesquisadores, os casais adotam os personagens da tela ou dos romances temporariamente como “conhecidos”, o que pode compensar a ausência de amigos em comum na vida real e enriquecer as conversas e a intimidade.

O trabalho contou com 250 homens e mulheres que estavam juntos há bastante tempo. Eles foram entrevistados sobre seus hábitos de uso compartilhado de mídia. Os resultados foram publicados no Journal of Society and Personal Relationships.

Para os autores, compartilhar narrativas é uma forma de compartilhar experiências sociais, o que é uma necessidade humana. Mas eles observam que o exagero pode não ser tão bom, já que vários estudos indicam que passar muito tempo em frente à TV aumenta o risco de doenças cardiovasculares.


Abstinência funciona melhor que controle do álcool, sugere estudo
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Pessoas que buscam tratamento para a dependência do álcool e que têm o objetivo de parar completamente de beber são mais propensos a conseguir quando atendidos por um profissional que defende a abstinência total. Indivíduos que desejam aprender a beber com moderação têm menos probabilidade de sucesso, mesmo quando orientados por alguém que defende o consumo controlado.

Os resultados do estudo, realizado na Universidade de Gottemburgo, na Suécia, são relevantes para um debate que é comum naquele e em outros países, sobre a validade de tratamentos que pregam a redução do consumo em detrimento à abstinência, encarada por alguns como uma solução radical ou inviável.

A pesquisa acompanhou 201 adultos por 2,5 anos após o início dos tratamentos. De forma geral, os pacientes que optaram pela abstinência completa foram os mais bem sucedidos, especialmente quando essa também era a visão do profissional de saúde que os atendeu – nesse caso, a taxa de sucesso foi de 90%.

Já entre aqueles que tentaram apenas controlar o consumo, a proporção foi de apenas 50%, mesmo quando essa era a orientação do profissional. Os resultados foram publicados no periódico Alcoholism: Clinical and Experimental Research.


Estudo avalia como a barba atrai as mulheres
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Uma pesquisa científica revela que mulheres tendem a achar homens de barba mais atraentes ao levar em consideração um relacionamento de longo prazo. Isso porque, de forma inconsciente, elas associam os pelos no rosto como sinal de fertilidade.

A conclusão acima é de um experimento realizado com mais de 8.500 mulheres, por pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália.

A equipe, liderada por Barnaby Dixon, usou manipulação gráfica para transformar fotos de homens, a fim de que alguns tivessem rosto liso, alguns pelos ou muita barba. Também foram alterados detalhes como maçãs do rosto, queixo e outras características, para tornar a face mais ou menos masculinizada.

Rostos muito delicados, ou femininos, foram os menos apreciados pelas mulheres, especialmente quando a os pelos eram totalmente eliminados das fotos. Os homens com um pouco de barba foram os que receberam melhores notas para relacionamentos de curto prazo. E, embora os barbados tenham sido os mais eleitos para relações mais longas, homens com traços excessivamente masculinos também foram rejeitados pelas julgadoras.

Os resultados, publicados no Journal of Evolutionary, mostram que a atual moda pode fazer sentido para quem quer namorar sério. Mas, cuidado: o visual “troglodita” não caiu no gosto


Experiência negativa no Facebook triplica risco de depressão, diz estudo
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Pesquisadores comprovam que jovens adultos que tiveram experiências negativas no Facebook, como assédio moral, mal-entendidos ou contatos indesejados, têm um risco significativamente maior de sofrer de depressão.

O trabalho, publicado no Journal of Adolescent Health, foi feito pela faculdade de saúde pública da Universidade Brown, nos Estados Unidos. Os pesquisadores mediram a prevalência, a frequência, a natureza e a gravidade das experiências interpessoais negativas relatadas por 264 usuários.

Um dos diferenciais da pesquisa é que, como ela inclui jovens adultos, foi possível medir a condição dos participantes antes do advento do Facebook, o que traz um resultado um pouco mais preciso sobre a influência da rede social. Isso porque nem sempre é possível saber o que vem primeiro: a depressão e os sentimentos de baixa autoestima ou a experiência negativa na internet.

Dentre os participantes, 82% relataram ter tido pelo menos uma experiência negativa desde que começaram a usar a rede social. E 63% afirmaram ter tido quatro ou mais delas. Do total, 24% apresentaram níveis moderados a graves de sintomas depressivos.

Após isolar fatores que pudessem influenciar os resultados, como o nível de emprego e saúde mental dos pais dos usuários, por exemplo, os pesquisadores identificaram um risco cerca de 3,2 vezes mais alto de sintomas depressivos nos participantes com experiências negativas no Facebook.

O tipo de experiência, claro, interferiu nos resultados. A ocorrência de bullying foi associada a um risco 3,5 vezes mais alto e a de contatos indesejados, a uma elevação mais discreta, de 2,5 vezes. A frequência também contou bastante, exceto para o bulying – um único caso foi suficiente para gerar consequências.