Blog do Doutor Jairo Bouer

Tecnologia permite testar a fertilidade masculina com o smartphone
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Jairo Bouer

Avaliar a fertilidade de um homem, em breve, será tão simples quanto usar um teste de farmácia para confirmar a gravidez. Cientistas norte-americanos criaram um dispositivo que, ao ser conectado ao smartphone, pode mostrar se um homem tem espermatozoides de qualidade e em boa quantidade.

Um estudo publicado nesta quarta-feira (22), na revista Science Translational Medicine, indica que o dispositivo fornece resultados com 98% de precisão. Os pesquisadores, dos hospitais Brigham and Women e de Massachusetts, contaram com amostras de sêmen de 350 homens para chegar a esse número.

A tecnologia envolve um uma lâmina com microchip que é mergulhada em uma amostra de sêmen que deve colhida pelo usuário em um recipiente descartável. O dispositivo é, então, conectado ao smartphone e um aplicativo faz a análise das imagens das células reprodutivas em poucos segundos. Se a concentração ou a capacidade de se movimentar dos espermatozoides estiverem abaixo da média, é recomendado que o indivíduo procure o médico.

Embora ainda não esteja disponível comercialmente, o dispositivo deve ter um preço mais acessível que o espermograma feito em laboratório. O produto diminuiria o incômodo de ter que ir a uma clínica e entrar numa sala para se masturbar, algo que deixa muitos homens constrangidos. Além de ajudar casais com problemas de fertilidade, a tencologia seria útil após a vasectomia, que requer alguns testes até que o paciente tenha certeza de que não pode mais ter filhos.

 


Seus parceiros têm algo em comum, sugere estudo
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Você já parou para se perguntar o que seus ex têm em comum? Pesquisadores da Universidade da Califórnia afirmam que os parceiros românticos de uma pessoa tendem a ter algumas semelhanças entre si.

O trabalho, coornenado pelo professor de psicologia Paul Eastwick, confirma a ideia de que as pessoas têm uim “tipo”, uma preferência por parceiros com determinadas qualidades. Mas, de acordo com os resultados, essas características têm mais a ver com o meio em que elas vivem do que com a busca por determinado perfil.

Explico melhor: é mais provável que seus ex-namorados ou namoradas sejam todos educados, ou então religiosos, por exemplo. Mas isso não acontece só porque você busca pessoas educadas ou religiosas, respectivamente, mas porque muita gente a seu redor têm essas características. Em outras palavras, a disponibilidade importa mais do que sua capacidade de selecionar.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores analisaram o perfil dos envolvidos em mais de 1.000 relacionamentos heterossexuais passados e presentes. Em uma parte do estudo, foi constatado que os parceiros anteriores tendem a ter até características físicas em comum. E isso incluía não só namorados, como também parceiros casuais.

O estudo foi publicado on-line este mês no Journal of Personality and Social Psychology, da Associação Americana de Psicologia.


Sensação boa depois do sexo dura 48 horas e ajuda a unir casais, diz estudo
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Um estudo realizado na Universidade do Estado da Flórida mostra que a sensação agradável que as pessoas costumam ter depois do sexo dura até dois dias. E, segundo os pesquisadores, quem tem um maior nível de satisfação nesse período tende a relatar níveis mais elevados de satisfação com o relacionamentos vários meses depois.

Os pesquisadores partiram do princípio de que, se o sexo é tão bom, por que a maioria dos parceiros não transa todos os dias? A resposta, segundo eles, é que o “brilho” de uma relação satisfatória dura mais do que um dia.

Para testar a hipótese, a equipe analisou dados de dois estudos independentes – um com 96 casais e outro com 118 casais. Todos tinham acabado de se casar, e aceitaram completar um diário sobre frequência e satisfação não só com o sexo, mas com o relacionamento como um todo, por alguns dias seguidos. Eles tinham que dar notas de 1 a 7 para cada item. Em um período que variou de quatro a seis meses depois, os casais passaram pelo processo novamente.

A frequência sexual variou muito entre os casais, mas, em média, os participantes tiveram relações em quatro dos 14 dias de diário, e o “fogo” apagou um pouco depois de alguns meses. Mesmo assim, foi possível observar que a satisfação, depois de uma relação sexual, durava até 48 horas, e a intensidade dessa sensação foi associada a um casamento mais feliz no fim do estudo. O mesmo padrão foi observado nos dois trabalhos independentes, o que confirou a hipótese da equipe.

O trabalho foi publicado na Psychological Science, a revista da Associação de Ciências Psicológicas, nos Estados Unidos. Ele reforça a ideia, já apontada em outras pesquisas recentes, de que o prazer sexual não é importante só para a reprodução, mas também para manter os parceiros unidos. Tudo indica que os relacionamentos também ajudaram o ser humano a sobreviver como espécie.


Dormir bem é tão bom quanto ganhar na loteria, diz pesquisa
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Pesquisadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido, afirmam que dormir bem é tão benefíco para o bem-estar quanto ganhar na loteria,

A equipe analisou os padrões de sono de mais de 30.500 britânicos ao longo de quatro anos. Eles chegaram à conclusão que ter um sono de qualidade produz um efeito para a saúde física e mental comparável a ganhar cerca de R$ 800 mil.

Privação e sono de má qualidade, além de uso mais frequente de medicamentos para dormir, foram associados a piores condições de saúde.

Participantes do estudo que participaram de um programa de meditação que durou oito semanas apresentaram uma melhora significativa na qualidade de sono, que trouxe níveis de bem-estar semelhantes ao de pessoas que tinham ganhado na loteria.

Para os pesquisadores, incentivar as pessoas a dormir melhor é uma estratégia eficaz e barata para melhorar a saúde das pessoas.


Filtros nem sempre protegem jovens de conteúdo impróprio
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Um estudo realizado no Reino Unido mostra que usar filtros de internet para proteger crianças e adolescentes nem sempre os impede de ter acesso a conteúdos pornográficos ou violentos. Muitas vezes, eles chegam a esses vídeos pelos aplicativos dos smartphones.

Pesquisadores da Universidade de Oxford analisaram entrevistas com 515 jovens de 12 a 15 anos, das quais um terço tinha restrições na internet instaladas pelos pais no computador.

Eles descobriram que um em cada quatro desses jovens que tinham filtros já acessou vídeos com conteúdo indevido, e quase 14% foram abordados por um estranho que tentava se tornar um amigo.

Entre os entrevistados que não tinham esses filtros instalados no computador, a proporção de acesso a conteúdo impróprio para a idade foi de 14,5% Os resultados foram publicados no Journal of Pediatrics.

Os pesquisadores ressaltam que os pais devem orientar os adolescentes desde cedo sobre o assunto, para garantir sua segurança e evitar que tenham acesso a imagens que podem assustar ou perturbá-los. E é bom lembrar de instalar os filtros também nos celulares, embora seja mais difícil controlar o que chega por aplicativos como o WhatsApp, por exemplo.

Estudos mostram que o número de horas que as crianças passam on-line passou de oito para quase 19 horas por semana. As informações são do jornal britânico Daily Mail.


Eventos estressantes afetam mais as mulheres, diz pesquisa
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Uma pesquisa mostra que as mulheres são mais afetadas por eventos estressantes, como a morte de alguém querido, uma doença, ou mesmo quando perdem seus smartphones. Feito no Reino Unido, o trabalho mostrou que até mesmo o Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia, teve mais impacto para elas do que para os homens.

Os pesquisadores da Sociedade de Fisiologia daquele país analisaram dados de 2.000 pessoas, que foram convidadas a estipular o nível de estresse provocado por diferentes acontecimentos. Em todos eles, as mulheres apresentaram níveis mais altos que os homens. As únicas situações em que ambos deram notas parecidas foram ao responder sobre a ameaça do terrorismo e a chegada do primeiro filho.

Os resultados variaram um pouco em cada região do Reino Unido. Os mais estressados foram os escoceses, por exemplo, enquanto os mais “relaxados” foram os habitantes do Sudeste da Inglaterra. A idade também influenciou nas respostas, sendo que o estresse aumentou com a idade e com problemas de longo prazo, como doenças ou prisão. A exceção à regra foi em relação à perda do smartphone, que teve notas altas entre os mais jovens e os mais velhos.

A pesquisa faz parte de um projeto da Sociedade de Fisiologia que tem como objetivo chamar atenção para os efeitos do estresse no organismo em uma época em que a internet trouxe uma carga extra de exposição às pessoas. Os hormônios liberados na corrente sanguínea quando estamos tensos afetam o coração, a digestão e o sistema imunológico. Como apontou o estudo, as mulheres devem ficar atentas e buscar formas de lidar com o problema, já que são mais vulneráveis.


Estudo identifica jovens mais propensos a usar maconha sintética
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Jovens com sintomas depressivos, que usam álcool e maconha natural são os mais propensos a experimentar a maconha sintética, também chamada de Spice ou K2, um tipo de droga que tem causado problemas sérios em diversos países.

A conclusão é de um estudo publicado no periódico Pediatrics, um dos primeiros a analisar os comportamentos de risco que levam os jovens a experimentar a maconha sintética, segundo os autores, da Universidade do Texas.

O trabalho contou com 964 alunos do ensino médio de escolas norte-americanas, que responderam a questionários em duas ocasiões, com  um ano de intervalo entre elas. Na segunda abordagem foi possível identificar adolescentes que experimentaram a maconha sintética e avaliar características em comum entre eles no ano anterior.

Os canabinoides sintéticos são substâncias similares quimicamente ao THC, o componente ativo da maconha. Eles são produzidos em laboratórios de fundo de quintal e aplicados em plantas parecidas com a cannabis. Um produto nunca é igual ao outro,  por isso não dá para prever direito os efeitos que cada lote pode causar.

A maconha sintética pode ser de 40 a 600 vezes mais potente que o THC, chegando, algumas vezes, a ser letal. A opção atrai os jovens pelo efeito turbinado, mas também pela associação com a maconha de verdade, vista como segura (e, em algumas partes dos Estados Unidos, até legal). Além disso, a droga é barata e tem a vantagem de não ser detectada em exames de urina.


Bullying pode levar a doenças crônicas na vida adulta, dizem pesquisadores
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Ser alvo frequente de bullying na infância pode tornar um adulto mais propenso a enfermidades crônicas como diabetes e doenças do coração, alertam pesquisadores da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, em artigo publicado no periódico Harvard Review of Psychiatry.

Diversos estudos já apontaram uma relação clara entre o bullying e transtornos mentais, como depressão, ansiedade e até risco mais alto de suicídio. A equipe, no entanto, acrescenta que é preciso prestar atenção, também, na saúde física de indivíduos que passaram por isso. Muitas crianças apresentam sintomas sem causa aparente, e isso pode até ser um alerta para os pais de que algo não vai bem na escola.

Sofrer intimidações ou ser isolado da turma é uma enorme fonte estresse para a criança. Se acontece uma vez ou outra, as consequências podem ser superadas. Mas quando o problema é frequente, a criança entra em um estado de estresse crônico, como se o organismo estivesse sempre pronto para lutar ou fugir.

O impacto desse estado é cumulativo, de acordo com os pesquisadores, e se traduz em alterações nas respostas inflamatórias, hormonais e metabólicas. Isso é o que tornaria a vítima mais propensa a depressão, diabetes e doenças do coração.

Enfrentar situações difíceis na infância também pode afetar a maneira como o corpo responde a futuros estressores, o que tem enorme impacto na vida de um indivíduo.

Os pesquisadores afirmam que são necessários mais estudos para comprovar esta relação de causa-efeito. Com isso, eles acreditam que será possível desenvolver estratégias para prevenir as consequências de longo prazo do bullying. Enquanto isso não acontece, é importante que os pais e as escolas fiquem atentos ao problema e interfiram quando necessário.


Salário mínimo um pouco melhor igual a menos gravidez na adolescência
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Jairo Bouer

Um estudo feito nos Estados Unidos mostra a influência do salário mínimo na taxa de gravidez na adolescência. Segundo pesquisadores da Universidade de Indiana, um aumento de apenas 1 dólar (cerca de 3,1 reais) poderia causar uma redução de cerca de 2%, o que representaria 5.000 nascimentos a menos por ano.

Muitas pesquisas analisam o impacto do aumento do salário mínimo para a economia, mas são poucos os que avaliam como isso repercute na saúde pública. Apesar de ter sido feito nos EUA, não há por que achar que uma renda melhor não teria consequência semelhante no Brasil.

De acordo com os pesquisadores, com salários melhores, as adolescentes têm uma razão a mais para continuar trabalhando e adiar a maternidade. Se apenas 1 dólar faria uma diferença dessas, imagine um aumento significativo?

O salário mínimo na maioria dos Estados norte-americanos é de 7,25 dólares a hora (pouco mais de 22 reais), e os EUA são o país com maior número de adolescentes que engravidam entre as nações desenvolvidas.

Outros estudos já mostraram que uma renda melhor interfere positivamente nos índices de massa corporal (IMC), diminui as taxas de abuso infantil e aumenta a longevidade dos trabalhadores. O atual foi publicado no American Journal of Public Health.


Pesquisa mostra quem mente mais sobre tamanho do pênis
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Uma pesquisa realizada por um site de encontros presente em cinco países mostra em quais deles os homens costumam mentir mais sobre o tamanho do pênis. Os resultados, publicados no jornal britânico Daily Mail, não envolvem o Brasil, mas sugerem que a cultura local pode interferir na tendência a superestimar, ou não, a própria masculinidade.

A equipe pediu para os usuários estimarem o tamanho do membro sexual. Em seguida, pediram para as mulheres estimarem o tamanho do pênis do parceiro mais recente. Os pesquisadores, então, compararam as respostas.

Os resultados mostraram que os australianos são os que mais gostam de exagerar. A maior parte dos homens disse ter, em média, 18 centímetros de comprimento, enquanto as mulheres estimaram algo em torno de 14, uma diferença bem acentuada.

Os norte-americanos também se revelaram bons em marketing, pois argumentaram ter, em média, 18 centímetros, enquanto as mulheres reportaram mais ou menos 16.

Os britânicos foram um pouco mais modestos, e apresentaram estimativas em torno de 17. Mesmo assim, as médias foram mais altas que as atribuídas pelas mulheres, de 16 centímetros.

Os canadenses foram os mais honestos sobre o tamanho do pênis – eles disseram ter um comprimento similar ao informado pelas mulheres, de mais ou menos 17,5 centímetros.

Já na Índia, os homens se subestimaram, dizendo ter em média 15,5, enquanto as parceiras deram números um pouco maiores.

Levando os países em consideração, a média informada pelos homens foi de 17,7 centímetros, enquanto as mulheres deram 16,7 para eles.